"Estima-se que 7 mil profissionais de saúde em todo o mundo já morreram de Covid-19, de acordo com novos dados publicados pela Amnistia Internacional. Serão estes os valores da gripe sazonal?, questiona-se na publicação em causa.

Ao texto anexa-se um gráfico de um portal de estatísticas alemão (Statista), com o seguinte título: "Países onde morreram a maioria dos profissionais de saúde vítimas de Covid-19". O México surge em primeiro lugar (1.320), seguido pelos EUA (1.077) e pelo Reino Unido (649).

Confirma-se?

Sim. Os dados foram recolhidos a partir de um relatório publicado pela Amnistia Internacional no dia 3 de setembro, no qual se concluiu que "pelo menos 7 mil profissionais de saúde morreram em todo mundo depois de contrair a Covid-19" e que "no México está confirmada a morte de pelo menos 1320 profissionais de saúde".

Nos EUA registam-se 1.077 mortes e Reino Unido verifica-se um total de 649 mortes. Nações como a Índia e a África do Sul registaram 574 e 240 mortes, respetivamente. O responsável pela área de Justiça Económica e Social da Amnistia Internacional, Steve Cockburn, destaca que "a morte de mais de sete mil pessoas enquanto tentavam salvar outras vidas é uma crise a uma escala impressionante".

"Todos os profissionais de saúde tem o direito de estar seguros no trabalho e é um escândalo que tantos estejam a pagar o preço mais elevado", sublinha.

Cockburn alerta ainda que "a rápida disseminação das infeções na África do Sul e Índia mostra a necessidade de todos os Estados agirem". Além disso defende que "deve haver cooperação global para garantir que todos os profissionais de saúde recebem equipamentos de proteção adequados, para que possam continuar o seu trabalho vital sem arriscar as próprias vidas".

As fontes do relatório da Amnistia Internacional incluem "memoriais, figuras governamentais, listas compiladas por associações médicas nacionais e listas e obituários publicados nos media em todo o mundo".

Em suma, a publicação sob análise difunde informação verdadeira.

________________________________________________

Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente Verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

Notificações

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.
Verdadeiro
International Fact-Checking Network