Importa salientar que os valores indicados na tabela são referentes a uma média anual entre os anos de 2016 e 2019. No topo destacam-se o Luxemburgo, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Áustria, Irlanda, França e Bélgica, todos com valores superiores a mil euros por habitante, ou per capita, ao passo que Portugal não vai além de 347 euros.

Outro elemento a ter em conta na publicação é a referência a "países menos desenvolvidos do que Portugal", quase todos na cauda da tabela, estando apenas a Roménia e a Bulgária abaixo de Portugal no que concerne ao nível de investimento público nos últimos três anos.

Os números estão corretos? É verdade que o valor de investimento público per capita em Portugal é o terceiro mais baixo da UE?

Embora não indique a respetiva fonte de informação, a publicação em causa baseia-se num artigo do jornal "Expresso" (edição de 30 de novembro de 2019), com o seguinte título: "Investimento público não chega a 350 euros por português".

"O investimento público concretizado pelo Estado português desde 2016 não chega para atingir uma média anual de 350 euros por habitante. Os cálculos são do 'Expresso', que aproveitou a mais recente atualização da base de dados macroeconómicos e orçamentais da Comissão Europeia para fazer o balanço dos últimos quatro anos de investimento público médio anual per capita entre os 28 Estados-membros da UE", informa-se no artigo.

"O balanço entre 2016 e 2019 revela que o cidadão português só tem direito ao terceiro menor investimento público per capita da UE. Em causa está o dinheiro investido no conjunto dos seus hospitais, escolas, transportes, infraestruturas, equipamentos sociais ou demais serviços públicos a nível central, regional ou local", acrescenta-se. "Neste período de quatro anos, praticamente coincidente com o mandato do primeiro Governo socialista de António Costa, foram investidos pelo setor público nacional uma média anual de 347 euros por português, só acima dos 296 euros por romeno e dos 242 euros por búlgaro".

A tabela que está a circular nas redes sociais foi mesmo replicada a partir do artigo do jornal "Expresso". Confirma-se assim a veracidade da informação, recolhida a partir da base de dados macroeconómicos e orçamentais da Comissão Europeia.

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