“O facto aconteceu com a pesquisadora Dra. Judy Anne Mikovits, PhD, ao qual em uma entrevista no vídeo abaixo, ela conta que foi jogada na prisão por ter realizado pesquisas que levaram à descoberta de retrovírus mortal em quase todas as vacinas transmitida a vinte e cinco milhões de americanos por meio de vacinas humanas - e mais de 50 milhões de brasileiros por deixarem inocular esses vírus em seus corpos com as supostas imunizações de massa”, alega-se no texto da publicação.

“O artigo da Dra. Judy Anne Mikovits, por si só, não trouxe imediatamente a ira da poderosa indústria farmacêutica”, prossegue-se. “No entanto, quando um artigo publicados dois anos depois fez a conexão entre esse novo vírus e vacinas, então os achados da pesquisa de Judy Anne Mikovits se tornaram muito perigosos para o Estado Profundo controlador. (…) Então não demorou muito para que as implicações do documento se tornassem claras e o Estado Profundo percebesse a ameaça que estava sendo colocada à indústria de vacinas, e seus objetivos globais de redução populacional intencional através das vacinas, e imediatamente ativaram todo tipo de mecanismos de distorção da verdade e manipulação para encobrir os factos da realidade social. Ela foi presa sem mandato e mantida na prisão por 5 dias sem a oportunidade de fiança como fugitiva da justiça e recebeu uma ordem de ficar em silêncio de quatro anos. Sua carreira foi destruída”.

Confirma-se que a investigadora Judy Mikovits foi presa “após descobrir vírus moral inoculado em humanos através das vacinas”?

Em meados de 2009, a bióloga norte-americana Judy Mikovits, então diretora de investigação no Whittemore Peterson Institute, Nevada, EUA, publicou um estudo na revista “Science” no qual se alegava ter demonstrado uma associação entre um recém-descoberto novo retrovírus, denominado como XMRV, e a síndrome de fadiga crónica. Ou seja, o estudo apontava para uma potencial causa viral da síndrome de fadiga crónica.

No entanto, como sinalizou a “Snopes” em recente artigo de verificação de factos, os métodos utilizados no estudo foram colocados em causa pela comunidade científica, ao ponto de se suspeitar de manipulação de dados. Aliás, em julho de 2011, os editores da “Science” emitiram um comunicado manifestando dúvidas quanto à validade do estudo. E em dezembro de 2011 acabaram mesmo por anular a publicação do estudo, apontando para várias falhas metodológicas e sobretudo para a incapacidade de se replicarem os resultados supostamente obtidos em laboratório.

Cerca de três meses depois, Judy Mikovits foi despedida do Whittemore Peterson Institute, por causa de uma série de dúvidas quanto à integridade do seu trabalho, nomeadamente suspeitas confirmadas de manipulação de dados em estudos científicos, tal como reportou na altura a revista “Nature”. Posteriormente, a bióloga foi detida pelas autoridades, sob a acusação de ter furtado blocos de notas do laboratório, um computador e outro material pertencente ao Whittemore Peterson Institute, uma entidade privada.

Em suma, a detenção não teve qualquer relação com a suposta descoberta de um “vírus moral inoculado em humanos através das vacinas”. Aliás, essa descoberta é falsa, não tem sustentação factual ou validade científica. A detenção resultou de uma acusação de furto de material do Whittemore Peterson Institute, após o seu despedimento. A queixa seria depois arquivada.

Mais recentemente, Judy Mikovits tornou-se protagonista de várias teorias de conspiração que circulam nas redes sociais, sobretudo no âmbito de movimentos anti-vacinação. Como recordou a “Snopes”, o controverso e desacreditado estudo de 2009 nem sequer incidia sobre vacinas. Mas a bióloga tem difundido entretanto uma série de novas alegações sem validade científica, indicando que o retrovírus XMRV é a verdadeira causa de diversas doenças, incluindo autismo e cancro. Mais, garante que o XMRV chegou aos humanos através de células de ratos utilizadas no processo de produção de vacinas.

Alegações que têm sido exaustivamente refutadas pela comunidade científica. A revista “Science”, aliás, também publicou recentemente um artigo de verificação de factos (pode consultar aqui) sobre várias alegações de Judy Mikovits que classifica como falsasenganadoras ou simplesmente infundadas.

O facto de ter sido uma cientista credível, antes das falhas no estudo publicado em 2009, tem sido utilizado para validar diversas teorias de conspiração (falsas) e demais efabulações em torno da vacinação e também da pandemia em curso do novo coronavírus. Induzindo assim muitas pessoas em erro.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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