"Em 2021, a percentagem de população idosa (65 e mais anos) representava 23,4%, enquanto a de jovens (0-14 anos) era de apenas 12,9%. No Japão, as taxas são respetivamente de 28,8% e 12,4%. De acordo com os Censos 2021, o número de portugueses que já residiram no estrangeiro e que regressaram a Portugal é de 1.608.094 pessoas", lê-se num post de 27 de novembro no Facebook, enviado ao Polígrafo para verificação de factos.

No dia 23 de novembro, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os resultados definitivos dos Censos 2021, atualizando os dados preliminares.

Destaque para as "principais tendências ocorridas em Portugal na última década" ao nível da população, a saber: "o país registou um decréscimo populacional de 2,1% e acentuaram-se os desequilíbrios na distribuição da população pelo território; agravou-se o fenómeno de envelhecimento da população, com o aumento expressivo da população idosa e a diminuição da população jovem; aumentou a representatividade da população divorciada e da população que vive em união de facto; a população estrangeira residente em Portugal cresceu 37%; o nível de escolarização da população aumentou de forma significativa, com o reforço da população com ensino superior e com o ensino secundário e pós-secundário.

Relativamente ao envelhecimento da população, sublinha o INE, "a baixa natalidade e o aumento da longevidade que se verificou nas últimas décadas refletem-se na pirâmide etária correspondente aos Censos 2021 que, de 2011 para 2021, evidencia um estreitamento dos grupos etários da base e um alargamento nas idades mais avançadas".

"Entre 2011 e 2021, em todos os escalões etários até aos 39 anos, assistiu-se a um decréscimo da população, com particular incidência no grupo dos 30 aos 39 anos. Em contrapartida, todos os grupos etários acima dos 44 anos aumentaram a sua importância relativa. Em 2021, a percentagem de população idosa (65 e mais anos) representava 23,4% enquanto a de jovens (0- 14 anos) era de apenas 12,9%", detalha o INE, tal como está indicado na publicação sob análise.

"Segundo os Censos 2021, a relação de masculinidade é de 91 homens por 100 mulheres. O número de homens é superior ao das mulheres nas idades até aos 30 anos, invertendo-se o rácio a partir dessa idade. Nas idades mais avançadas, o número de mulheres é claramente superior aos dos homens, reflexo dos maiores níveis de mortalidade da população masculina", acrescenta.

  • Saldo populacional: "Portugal tem vindo a perder 20 mil pessoas por ano"?

    Assim se destaca em publicação no Facebook, embora não especificando qual o saldo populacional em causa: total, natural ou migratório? Para dissipar quaisquer dúvidas dos leitores que solicitaram uma verificação deste conteúdo, o Polígrafo analisa os dados dos três tipos de saldo populacional.

"Em 2021, a idade média da população era de 45,4 anos, tendo aumentado em 3,1 anos face a 2011. O aumento da idade média foi transversal a todas as regiões NUTS II. Em 2021, os valores mais altos registavam-se no Centro (47,5 anos) e Alentejo (47,4 anos). A Região Autónoma dos Açores mantinha-se a região com a idade média mais baixa (41,7 anos)", especifica. "Entre 2011 e 2021 agravou-se a sustentabilidade e o rejuvenescimento da população ativa. O índice de rejuvenescimento da população ativa em 2021 é 76, significando que, potencialmente, por cada 100 indivíduos que saem do mercado de trabalho, apenas ingressam 76. Este valor era de 94 em 2011, valor já abaixo daquele que permite assegurar a reposição da população em idade ativa (considera-se que existe rejuvenescimento quando o valor deste índice é superior a 100)".

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Avaliação do Polígrafo:

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