"Junta de Arroios gasta 37.000 euros com pinturas. Mais um despesismo sem sentido por parte da Junta liderada por Margarida Martins: 37.000 euros gastos em pinturas coloridas só em redor do Mercado de Arroios, enquanto que no interior do imóvel a falta de obras faz com que chova sobre os produtos e os vendedores", destaca-se na publicação, datada de 22 de março.

"As pinturas coloridas no chão trazem um impacto visual negativo enorme, pois prejudicam a perceção da passadeira tanto para os peões como para os automobilistas. Os frequentadores do mercado perderam espaço para estacionar o automóvel para cargas e descargas, os moradores perderam estacionamento e Arroios perde a atractividade de um dos seus locais mais icónicos", sublinha-se.

Numa outra publicação, surge uma crítica semelhante: "As prioridades de quem nos (des)governa. Chove dentro do Mercado de Arroios. A Junta e a CML mandam pintar o chão à volta do mercado".

Mas será verdade que o projeto custou 37 mil euros ao erário público?

Sim. Consultando o portal Base verifica-se que o contrato existe e os dados estão corretos. No dia 22 de dezembro de 2020 foi celebrado um contrato por ajuste direto, entre a Junta de Freguesia de Arroios e o Colectivo Saloio, visando a "aquisição de serviços para uma intervenção artística em torno do Mercado de Arroios 'A Rua é Sua'", por um valor de 37 mil euros.

Questionada pelo Polígrafo, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) explica que o objetivo do projeto foi "o reordenamento de estacionamento para evitar conflito e perda de visibilidade entre peões e condutores, aumentando a segurança para os peões e retirar estacionamento abusivo da via (2ª fila)".

Além disso, a obra pretendeu ainda um "alargamento de zona pedonal para maior distanciamento físico, nova geometria que induz à redução da velocidade automóvel, novo mobiliário urbano, valorização do comércio local com espaço para esplanadas, integração de Arte Urbana como fator de interesse e valorização do espaço público".

A CML informa que a retirada de lugares marcados na zona "foram deslocados para a Rua José Ricardo" e que "aumentaram os lugares legalmente reservados para cargas e descargas bem como os de ligeiros de passageiros". De acordo com a página oficial da autarquia, foram criadas "bolsas de lugares de cargas e descargas (11 lugares)", bolsas de tomada e largada de passageiros (7 lugares) para paragem temporária (20 min)" e ainda "11 lugares rotativos na rua José Ricardo".

A autarquia considera ainda que estão acauteladas todas as condições de segurança para para os utilizadores das passadeiras, uma vez que "a intervenção no espaço público permitiu realizar várias medidas de acalmia do trânsito, melhorando a segurança dos peões e garantir que as travessias dos peões são verdadeiramente funcionais e se fazem em condições de segurança".

"As faixas de alerta que agora estão mais distantes da zona de atravessamento continuam válidas uma vez que a sua função é direcionar o peão invisual, e alertá-lo que esta a iniciar o cruzamento da via automóvel", destaca.

_______________________________________

Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “verdadeiro” ou “maioritariamente verdadeiro” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

Assina a Pinóquio

Fica a par de todos os fact-checks com a newsletter semanal do Polígrafo.
Subscrever

Recebe os nossos alertas

Subscreve as notificações do Polígrafo e recebe todos os nossos fact-checks no momento!

Em nome da verdade

Segue o Polígrafo nas redes sociais. Pesquisa #jornalpoligrafo para encontrares as nossas publicações.
Verdadeiro
International Fact-Checking Network