Avenidas Santos e Castro (dois radares), Lusíada (dois), General Norton de Matos (um), Padre Cruz (dois), Marechal Gomes da Costa (um), da Índia (um), Infante Dom Henrique (dois), Dr. Alfredo Bensaúde (dois), Almirante Gago Coutinho (um), de Ceuta (um), Calouste Gulbenkian (um), Marechal Craveiro Lopes (um), a 2.ª Circular (um) e Avenida dos Combatentes (dois): são estas as "casas" dos novos radares que Lisboa acolheu na quarta-feira, 1 de junho, como prometia a planta de junho de 2021 elaborada sob a presidência de Fernando Medina.

Foi com Carlos Moedas, no entanto, que estes aparelhos foram inaugurados e que os restantes 21 foram substituídos. No fim do ano passado a autarquia de Lisboa já dizia que os equipamentos estavam a ser "paulatinamente instalados" e que se encontravam "em fase de testes", mas só agora estão realmente funcionais.

No Facebook, esta terça-feira, foi difundido um "mapa de radares" com a seguinte informação: "Lisboa vai ter 41 [radares]. Madrid aqui ao lado tem 4 [radares]. Enfim". Mas não é bem assim.

Em Madrid, de acordo com a "Budget Direct", que usou dados do The Worldwide Speed ​​Camera DataBase, entre outras fontes, para descobrir o número de radares por 100 km em cada país (e grandes cidades) do mundo, Madrid tem pelo menos 86. Mais do dobro do que Lisboa.

De acordo com essa base de dados, publicada em 2021, Lisboa tinha ainda somente 25 radares, ou seja, 1.78 por 100 km. Já Madrid, com 86, tinha 1.63 por 100 km.

Andorra é o país com mais radares por 100 km em todo o mundo (7.88), o que pode ser explicado pelo facto de existirem apenas 457 quilómetros de estrada: "A expectativa de vida é elevada em Andorra, mas apesar disso e da densidade de radares, a taxa de mortalidade na estrada é de 5,3 por 100.000 habitantes por ano – não muito abaixo da média europeia."

Já Portugal apresenta uma média de apenas 0,06 radares por 100 quilómetros, bem menor do que a de Lisboa, classificando-se entre as médias mais baixas da Europa.

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