"Inflação nos EUA: 8,5%. O valor mais alto desde 1981. Já não há travão à subida das taxas de juro", alerta-se em recente publicação no Facebook, datada de 12 de abril. Um gráfico associado ao post mostra as variações da taxa de inflação nos EUA desde o início da década de 1970 e vai até 2022, terminando na tal subida de 8,5%.

Ora, é um facto que os preços nos EUA subiram até aos valores mais elevados dos últimos anos, com a energia a aumentar 32%, nomeadamente a gasolina (48%). São as consequências da invasão da Ucrânia por parte da Rússia, que fez com que os preços do petróleo bruto ou de alguns alimentos batessem recordes. Como seria de esperar, a inflação acelerou para quase todos os bens, mas analistas esperam que o mês de março tenha sido o pico desta variável.

Aquilo que mostram os números é que a taxa de inflação anual nos EUA acelerou para 8,5% em março de 2022, a maior desde dezembro de 1981, de 7,9% em fevereiro e em comparação com as previsões de mercado de 8,4%. Estes foram os primeiros números a incluir o aumento nos preços da gasolina estimulado pela invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro.

A recolha de dados foi feita pelo Departamento de Trabalho dos EUA e foca-se, então, nos aumentos anuais: "Em março, o Índice de Preços ao Consumidor para Todos os Consumidores Urbanos subiu 1,2%, com ajuste sazonal, e aumentou 8,5% nos últimos 12 meses, sem ajuste sazonal."

Como vimos, também os preços ao consumidor dos alimentos aumentaram substancialmente. No total, 8,8% em março deste ano, registando-se assim o maior avanço em 12 meses desde maio de 1981. "Entre os alimentos, os preços dos alimentos em casa aumentaram 10% e os preços dos alimentos fora de casa aumentaram 6,9%", informa o Departamento de Trabalho dos EUA. Os preços de frutas e vegetais enlatados subiram 3,8% de fevereiro a março, ao passo que o do arroz subiu 3,2%, o das batatas 3,2% e o da carne moída 2,1%.

Ainda assim, o aumento dos preços do gás é considerado o principal fator para a subida da inflação, pelo que, tendo começado a cair, alguns economistas acreditam que este será o principio do fim de taxas de inflação tão elevadas.

O presidente dos EUA, Joe Biden, abordou os últimos números da inflação num discurso em Des Moines, Iowa, onde anunciou ter planos para utilizar mais etanol nos combustíveis durante o Verão, numa tentativa de combater os preços da gasolina: "Estou a fazer tudo dentro do meu poder executivo para reduzir o aumento dos preços provocado por [Vladimir] Putin."

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