Partilhado em redes sociais como o Instagram ou o X/Twitter, um vídeo mostra o que parece ser um enorme navio-petroleiro em chamas. O incêndio tem origem numa parte do casco que terá sido destruído por mísseis iranianos.
Nas descrições alega-se que o petroleiro é norte-americano e foi atacado pelas Forças Armadas do Irão quando atravessava o Estreito de Ormuz, ponto de estrangulamento geográfico – entre as costas do Irão e de um enclave de Omã – por onde transita cerca de 20% do transporte de petróleo comercializado ao nível mundial.
No contexto da presente guerra dos Estados Unidos da América (EUA) e Israel contra o Irão, que tem alastrado para outros países da região do Médio Oriente, sucedem-se as notícias sobre navios que foram realmente atacados no Estreito de Ormuz.
Também se reporta que o Irão começou a lançar minas navais ou submarinas nessa via de navegação, o que aumenta a probabilidade de mais incidentes.
No entanto, não há registo público – até ao momento – de que um petroleiro norte-americano tenha sido destruído ou atingido por mísseis iranianos no Estreito de Ormuz
As imagens do vídeo partilhado nas redes sociais até são reais, mas não correspondem à descrição apresentada nas publicações.
Retratam na verdade uma colisão entre dois petroleiros – “Adalynn” e “Front Eagle” – ocorrida no dia 17 de junho de 2025, no Golfo de Omã, próximo do Estreito de Ormuz.
O vídeo do incêndio que deflagrou então no casco do “Adalynn” foi captado pela Guarda Costeira dos Emirados Árabes Unidos (EAU). É esse vídeo que está agora a ser partilhado nas redes sociais com descrições falsas, cerca de 10 meses depois do incidente em causa.
A colisão entre os dois navios terá sido causada por alegados erros nos sistemas de navegação e não há registo de vítimas mortais.
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Avaliação do Polígrafo:


