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Imagens de comboios da Linha de Sintra sobrelotados na manhã de 20 de janeiro são autênticas?

Sociedade
Este artigo tem mais de um ano
O que está em causa?
São muitas as publicações nas redes sociais que denunciam, através de fotografias e vídeos, um excesso de passageiros nas carruagens de comboios na Linha de Sintra, durante a manhã desta quarta-feira, dia 20 de janeiro. O Polígrafo verifica, a pedido de vários leitores.

“É assim que os trabalhadores vão em tempo de pandemia”, destaca-se numa das publicações em causa. “Infelizmente esta foi a minha manhã. Só me pergunto, mas que raio de confinamento é este. Onde estão as condições de segurança”, questiona-se noutro exemplo detectado pelo Polígrafo.

“Isto é uma vergonha, nem dá para entrar no comboio e ainda por cima com a minha filha de cinco anos porque tenho que ir trabalhar”, lamenta-se noutra publicação, com um vídeo captado na estação de Queluz.

[instagram url=”https://www.instagram.com/p/CKROIiiFVSQ/”/]

Além das publicações também chegaram mensagens ao Polígrafo com pedidos de verificação. Houve realmente aglomerações além do que é aconselhado nos comboios da CP na manhã de 20 de janeiro?

Questionada pelo Polígrafo, fonte da CP – Comboios de Portugal explica que “por volta das 5h da manhã, ao dar início à operação de comboios na Linha de Sintra, foi detectada uma avaria numa agulha da infraestrutura ferroviária, à saída do parque de comboios do Algueirão, que alimenta a Linha de Sintra”.

Essa situação “impediu a CP de colocar os comboios em circulação, porque não conseguia retirá-los do parque”. A avaria só foi reparada “por volta das 7h da manhã”.

“Provocou atrasos na circulação dos comboios da Linha de Sintra de cerca de 60 minutos, que provocaram aglomeração de pessoas para os primeiros comboios a circular. A partir das 7h da manhã, a normalidade da circulação foi gradualmente reposta, sendo que por volta das 11h da manhã estava totalmente normalizada. Este foi um incidente isolado e circunscrito à Linha de Sintra e ao dia de hoje [20 de janeiro]”, assegurou a empresa na resposta ao Polígrafo.

Confirma-se assim a veracidade das referidas denúncias nas redes sociais.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Verdadeiro” ou “Maioritariamente Verdadeiro” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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