Até parece ser um assunto de menor importância, mas a pandemia tem gerado algumas situações caricatas e, neste caso, estamos perante uma imagem partilhada por milhares de pessoas nas redes sociais, por entre comentários de indignação com o suposto facto de as lojas Worten (especializadas em computadores, telemóveis, electrodomésticos, etc.) poderem vender garrafas de água durante o período de confinamento em curso, ao contrário do setor da restauração.

"A restauração não pode vender bebidas. Nem café, nem mesmo uma garrafa de água! Mas a Worten pode! Gozam connosco à força toda", comenta o autor de um dos principais posts com a imagem de prateleiras com garrafas de água à venda em loja Worten.

Questionada pelo Polígrafo, fonte oficial da cadeia de lojas Worten confirma a autenticidade da fotografia, salientando que "vendem garrafas de água desde há vários anos".

No que concerne às restrições a que o setor da restauração está sujeito, nomeadamente a proibição de venda de bens alimentares sem ser em regime de take-away ou de entrega ao domicílio, a mesma fonte garante que "não se aplicam à Worten", uma vez que essas limitações "prendem-se com a possibilidade de os clientes se aglomerarem à porta desses estabelecimentos a consumir as bebidas que compraram", situação que não se verifica neste caso, assegura a empresa.

Com a publicação do Decreto 3-B/2021 a 19 de janeiro, os estabelecimentos que até então estavam autorizados a vender produtos à porta deixaram de o poder fazer. A nova lei determinou a proibição da "venda ou entrega ao postigo em qualquer estabelecimento do setor não alimentar, designadamente lojas de vestuário, assim como a venda ou entrega ao postigo de qualquer tipo de bebida nos estabelecimentos de restauração e similares ou estabelecimentos do comércio a retalho alimentar".

Segundo o mesmo decreto, com o objetivo de evitar aglomerações de pessoas, a "permanência e o consumo de bens à porta ou nas imediações destes estabelecimentos" foi também proibida. Os estabelecimentos de restauração e similares integrados em centros comerciais foram encerrados, sendo a entrega ao domicílio a única modalidade permitida.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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