"Aqui está a prova de que o problema está nos cafés e restaurantes… Com papas e bolos se enganam os tolos", comentou o autor da publicação com a imagem que se tornou viral, datada de 16 de janeiro.

Questionada pelo Polígrafo, fonte oficial do Metropolitano de Lisboa confirma a autenticidade da imagem, mas ressalva que a mesma foi captada antes de 16 de janeiro.

"O Metropolitano de Lisboa teve conhecimento desta fotografia no dia 14 de janeiro, pelo que, garantidamente, este aglomerado não se verificou no dia 16 de janeiro", indica a empresa na resposta ao Polígrafo. Nesse dia verificou-se que "por volta das 17h20m foi suprimida a circulação de um comboio, o que poderá ter originado um aglomerado de pessoas no cais".

A mesma fonte assegura que, através dos dados do fluxo de passageiros, "não identificou que, nesta hora, tenha sido ultrapassado o limite de 66% de carga dos comboios".

De resto, o Metropolitano de Lisboa sublinha que o Cais do Sodré, local retratado na fotografia, "é uma estação terminal, que faz correspondência com vários modos de transporte, com transbordo para o metro de clientes provenientes da CP e da Transtejo/Soflusa. É igualmente uma estação de partida, pelo que os comboios, quando chegam ao cais estão vazios e prontos para receberem passageiros".

Apesar da entrada em vigor de um novo confinamento geral, a empresa garante que prossegue com "o seu serviço de exploração sem supressão de comboios nem redução de horários". Como tal, nos dias úteis "manteve os horários e o número de carruagens e continuou a circular, com um intervalo médio entre comboios, nas horas de ponta da manhã, de 3,35 minutos a 4 minutos e de 6 minutos nas horas de ponta da tarde".

Relativamente aos fins-de-semana e feriados, a frequência dos comboios é a mesma, "tendo reduzido o número de carruagens face à expectativa de uma quebra na procura". As composições a circular têm então três carruagens em vez de seis.

Na resposta ao Polígrafo, o Metropolitano de Lisboa assegura ainda que "continuará a acompanhar o evoluir da situação, em função dos níveis de procura, para que, em cada momento, se tomem as medidas necessárias para garantir as melhores condições de oferta, de saúde e de segurança" dos utilizadores.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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