"Esclarecedor! Estão a ver essa imagem? É assim que é o exame da Covid-19. O nome é swab e o cotonete tem 20 centímetros. A dor que se sente na coleta é simplesmente insuportável, a impressão é que estão a tirar o teu cérebro pelo nariz. Então antes de sair de casa, ir para a festinha e achar que é bobagem, olha para essa imagem e imagina ter que passar por isso e fazer as pessoas à sua volta passar por isso também. Obrigada pela atenção", pode ler-se na publicação.

Mas será verdade?

De acordo com uma circular de 27 de maio da Direção-Geral da Saúde (DGS), os testes de diagnóstico do novo coronavírus que estão atualmente disponíveis dividem-se em duas categorias relativamente aos componentes biológicos detetados:

"1. Componentes do vírus: a) Os testes de biologia molecular (RT-PCR) que detetam o RNA do vírus; b) Os testes de antigénio que detetam proteínas, tais como proteínas da superfície do vírus;

2. Anticorpos anti-SARS-CoV-2: a) Os testes serológicos que detetam anticorpos (IgA, IgM e/ou IgG) produzidos pelo organismo como resposta à infeção pelo SARS-CoV-2."

Os testes moleculares e de antigénio são realizados com amostras do trato respiratório superior e/ou inferior. Já os testes serológicos utilizam soro, sangue total ou plasma.

O teste ilustrado na publicação sob análise é o teste de biologia molecular (RT-PCR). Ou seja, um dos testes que permite detetar componentes do vírus. A técnica utilizada para a sua realização é o exsudado da nasofaringe, que consiste na inserção de uma "zaragatoa [espécie de cotonete] numa das narinas até ao palato".

Questionado pelo Polígrafo, Filipe Froes, pneumologista, afirma que a zaragatoa "tem que ser suficiente comprida para tocar a face posterior da nasofarígea (> 10 cm)", embora desconheça o comprimento exato. Quanto à dor, reconhece que "é incómodo e desconfortável", mas sublinha que "a tolerância depende do diâmetro da zaragatoa e da experiência do operador".

Em suma, confirma-se que a ilustração que acompanha a publicação representa um dos métodos de diagnóstico para a deteção do coronavírus SARS-CoV-2.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente Verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

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