"Se encontrarem alguém, nos transportes públicos ou onde existir aglomerados de pessoas, etc., com um TPA [Terminal de Pagamento Automático] na mão, tenham muita atenção. Hoje a maioria dos cartões de débito são contactless, com sistema RFID [Identificação por Radiofrequência] que permite a estes mesmos aparelhos, apenas por encostar, retirar aos 50 euros de cada vez (limite máximo para pagamentos com cartão com este tipo de tecnologia, sem usar código)", descreve-se na publicação, exibindo uma imagem demonstrativa do esquema fraudulento que supostamente terá sido captada em Portugal.

"Como as pessoas estão descansadas e na sua vida, eles digitam o valor na máquina, e depois é só andar a passear com ela, encostando a máquina ao nível dos bolsos, para que algum cartão dê sinal e assim, aos 50 euros de cada vez, irem roubando sem as pessoas saberem", conclui-se.

A imagem que serve de base à publicação em causa foi captada em Portugal? Ou há registo de algum caso de fraude similar no país?

De facto, no dia 24 de março de 2020, o Banco de Portugal emitiu um comunicado no qual informou que "dada a evolução da pandemia do novo coronavírus, e num momento em que se incentivam os pagamentos 'sem contacto', o sistema bancário nacional, em articulação com o Banco de Portugal e a SIBS, decidiu aumentar o montante máximo para fazer pagamentos com a tecnologia contactless sem necessidade de introduzir o PIN".

"Até agora, este sistema permitia apenas pagamentos num valor máximo de 20 euros. A partir de amanhã, o código pessoal deixa de ser necessário em compras contactless com cartão até 50 euros", conclui-se. Ou seja, qualquer pagamento até 50 euros realizado com um cartão de débito/crédito contactless não carece de digitação do código pessoal.

Ainda que teoricamente esta burla seja possível, o Comando Metropolitano de Lisboa garantiu ao Polígrafo que não existem quaisquer denúncias registadas deste tipo de crime em Portugal.

A imagem em causa circula nas redes sociais desde 2016 e foi publicada pela primeira vez no Facebook por um cidadão britânico. A fotografia, apesar de ser autêntica, não foi captada em Portugal.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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