“Dia 18 de novembro de 2020 pelas 19h10, sentido Lisboa-Coina (comboio da Fertagus, não é da linha de Sintra). Agora digam que a principal fonte de contágio são as famílias e os convívios nos restaurantes. Talvez seja melhor repensarmos o que andamos a fazer e o que queremos fazer”, descreve-se na publicação em causa, datada de 19 de novembro.

Fertagus

Confirma-se a autenticidade desta imagem de carruagem sobrelotada de comboio da Fertagus?

Ao Polígrafo, fonte oficial da empresa confirma que se trata “efetivamente de um comboio da Fertagus” e que a imagem foi “captada numa situação excepcional, em que por motivo de uma colhida de um indivíduo pelo comboio Alfa Pendular na estação de Sete Rios, as circulações seguintes ficaram retidas até ser retomada a circulação”. 

Devido ao acidente, “este comboio, em particular, ficou cerca de 30 minutos retido na estação de Sete Rios, originando-se uma maior acumulação de pessoas. Logo de seguida circularam comboios com maior disponibilidade. No entanto, os passageiros normalmente efetuam alguma pressão para viajar nos primeiros comboios disponíveis”.

Os comboios que asseguram a ligação ferroviária entre Lisboa e Setúbal (via ponte 25 de abril) permitem, segundo a empresa, transportar 1.210 pessoas, se for uma composição simples, ou 2.420 pessoas, se for uma composição dupla. Esta lotação foi entretanto reduzida para 2/3 por causa da pandemia de Covid-19.

“A Fertagus monitoriza diariamente a procura dos vários horários, através da validação dos títulos de transporte, confirmando-se que estes 2/3 não são ultrapassados. Contudo, tratam-se sempre de números muito elevados de pessoas dentro de um comboio, pelo que apelamos continuamente à distribuição dos clientes pelas várias carruagens, à utilização de horários com menor taxa de ocupação, uma vez que os horários entre Lisboa e Coina são de 10 em 10 minutos à hora de ponta, e efetuámos a divulgação desta informação aos clientes”, assegurou a empresa na resposta ao Polígrafo, lançando também “o apelo ao cumprimento rigoroso do uso de máscara, medida fundamental de proteção”.

Perante situações como a ocorrida no dia 18 de novembro, a Fertagus ordena a "vedação dos acessos às plataforma". No entanto, a empresa reconhece que “nem sempre é possível implementar essa medida em tempo útil”.

Segundo a empresa, “o material circulante da Fertagus está a ser utilizado a 100% nos períodos horários mais críticos”. Além disso, “de forma a aumentar a oferta, nos próximos dias, vão ser colocados à disposição dos clientes da Fertagus autocarros de turismo entre o Pragal e Lisboa, em horários de maior concentração de passageiros, de acordo com o despacho nº 10846-A/2020”. 

Esta resolução “autoriza a celebração dos acordos de programa entre o Fundo Ambiental e as Áreas Metropolitanas para o apoio à contratação de veículos de transporte rodoviários, que não se encontrem em circulação, com operadores privados, para reforço da rede ferroviária e rodoviária por um período mínimo de três meses”.

Em suma, conclui-se que a fotografia é autêntica e foi captada no dia 18 de novembro, tal como descrito na publicação em análise. No entanto, ao Polígrafo, a Fertagus explicou que a sobrelotação se deveu ao facto de a circulação ter estado interrompida devido à colhida de uma pessoa na estação de Sete Rios, em Lisboa.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente Verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

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