“Em França, os hospitais estão tão saturados com "pacientes" da Ómicron que nem tiveram tempo de pôr os braços nos manequins para os media.” Estas são palavras usadas por vários internautas para descrever uma imagem que tem circulado nas redes sociais. Os autores dos vários posts alegam que a fotografia mostra um segmento de uma reportagem de um canal francês sobre a sobrelotação dos hospitais naquele país.

Na imagem partilhada pode ver-se duas profissionais de saúde junto a um manequim sem braços que se encontra deitado numa cama de hospital. A partir desta imagem, os utilizadores das redes sociais acusam os profissionais de saúde de fingirem terem os hospitais sobrelotados recorrendo a estes bonecos.

A informação é verdadeira?

post manequins
créditos: Facebook

Não, a informação é totalmente falsa, já que a imagem que tem circulado nas redes sociais é, na realidade,  uma montagem entre um canal noticioso francês e um do Canadá.

A imagem original em que se pode ver duas profissionais de saúde junto a um manequim sem braços faz parte de uma reportagem do canal canadiano CBC/Radio Canada, publicada em 17 de abril de 2020, que mostrava uma simulação do protocolo que os profissionais de saúde deveriam adotar em relação aos doentes com Covid-19. O objetivo desta reportagem era mostrar como os hospitais canadianos estavam a preparar-se para receber os primeiros casos da doença.

Esta história foi partilhada várias vezes no Facebook, mas teve origem no Twitter. Depois de publicada a imagem, o autor da publicação admitiu que a mesma se trata de uma montagem: “Obviamente é uma montagem. Obviamente é uma brincadeira…” No entanto, houve quem não percebesse a suposta “piada” e o tweet original conta com milhares de reações e partilhas.

Outro dado a registar é que à data da gravação desta reportagem canadiana ainda não tinha sido detetada a variante Ómicron. O Polígrafo já verificou publicações semelhantes sobre o Hospital da Covilhã e também num hospital da Suíça.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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