"Este tipo é sem dúvida mais um do PS que nos está a levar para a quarta bancarrota", comenta-se no topo da publicação, datada de 23 de dezembro. Sobre uma imagem do primeiro-ministro António Costa destaca-se então a principal mensagem, em forma de alerta: "Consegui! Hospitais sem dinheiro para pagar a fornecedores. Eu sou aquela máquina! Faço o que me apetece e ainda votam em mim".

Confirma-se que os hospitais do SNS estão "sem dinheiro para pagar a fornecedores"?

Há notícias de 2019 com a informação de que "os hospitais do SNS estão novamente com dificuldades para pagar aos fornecedores. Os prazos de pagamento voltaram a dilatar-se e, desde o Verão, as empresas estão a receber respostas vagas quando reclamam a liquidação de faturas".

O mesmo não se aplica, porém, aos dois últimos anos. Ou pelo menos não encontramos notícias nem dados oficiais que apontem nesse sentido.

De acordo com os dados compilados no portal "Transparência" do SNS, aliás, o prazo médio de pagamento a fornecedores diminuiu nos anos de 2020 e 2021 - para 128,13 e 132,57 dias, respetivamente - em comparação com o ano de 2019, quando se registou um prazo médio de 150,5 dias.

O prazo médio em 2020 e 2021 atingiu o nível mais baixo desde 2014, quando ascendeu a 182,4 dias.

Por outro lado, a evolução da dívida total e vencida do SNS a fornecedores externos não tem sido assim tão positiva. Neste âmbito, os dados compilados no portal "Transparência" indicam um agravamento desde 2014, embora com altos e baixos nos últimos anos.

No que respeita à dívida total, após um pico superior a 2,2 mil milhões de euros em fevereiro de 2018, baixou substancialmente até cerca de 1,2 mil milhões de euros em maio de 2020, mas entretanto voltou a aumentar até ao nível de 1,9 mil milhões de euros em outubro de 2021. No final de 2014 estava em cerca de 1,5 mil milhões de euros e no final de 2015 estava em cerca de 1,4 mil milhões de euros.

Quanto à dívida vencida, após um pico superior a 1,5 mil milhões de euros em novembro de 2017, baixou substancialmente até cerca de 600 milhões de euros em dezembro de 2020, mas entretanto voltou a aumentar até ao nível de 1,1 mil milhões de euros em outubro de 2021. No final de 2014 estava em cerca de 850 milhões de euros e no final de 2015 estava em cerca de 852 milhões de euros.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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