"O caos no SNS: Homem morre após esperar seis horas na Urgência do Hospital de Lamego", destaca-se no título da publicação em causa, datada de 12 de fevereiro de 2020.

No respetivo texto descreve-se o caso da seguinte forma: "José Ferreira recebeu pulseira amarela, mas acabou por morrer nos braços da mulher. Já hoje é evidente que o SNS funcionava melhor no tempo da troika, apesar de todas as restrições então impostas. E, ao contrário de agora, a dívida até estava a ser reduzida. O que vai mal, se este Governo é tão bom como eles dizem? Será má gestão, generalizada? Ou o facto de termos tido um ministro da Saúde irrelevante e agora uma ministra da saúde ainda pior?"

Verdade ou falsidade?

Colocando de parte a componente mais subjetiva e opinativa do texto, que não se enquadra no âmbito da verificação de factos, confirmamos que o caso é verdadeiro e foi noticiado por diversos órgãos de comunicação social fidedignos.

De acordo com o jornal "Público", por exemplo, José Ferreira, de 65 anos de idade, deu entrada nas urgências do Hospital de Lamego pelas 14 horas do dia 10 de fevereiro com dificuldades respiratórias. O homem, que era doente pulmonar crónico, terá recebido a pulseira amarela na triagem.

Os familiares terão pedido ajuda aos enfermeiros depois de o doente ter vomitado, mas foi-lhes dito que teria de aguardar. José Ferreira acabou por morrer por volta das 20h.

Em comunicado enviado ao Polígrafo, o Centro Hospitalar de Trás-Os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) indica que "no dia 10 de fevereiro de 2020, entre as 8h e as 20h a afluência ao Serviço de Urgências da Unidade de Lamego foi excepcionalmente alta, quando comparada com os dias anteriores. Neste período de 12 horas foram atendidos 128 doentes, dos quais 116 foram triados como 'laranja' ou 'amarelo'".

De resto, explica que "um dos doentes que estava na sala de espera teve um agravamento do seu estado clínico, após ser triado, tendo sido assistido no local e encaminhado para a Sala de Emergência. Infelizmente, o doente em causa veio a falecer. O Conselho Administrativo do CHTMAD envia as mais sentidas condolências à família".

A entidade hospitalar está neste momento em processo de averiguação do sucedido.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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