Em setembro do ano passado, Bill Cosby foi condenado a uma pena de prisão efetiva, por agressão sexual. Terá, em 2004, drogado e violado uma funcionária da universidade de Temple, em Filadélfia. O caso foi a gota de água que fez transbordar o copo das acusações dirigidas ao comediante, por dezenas de mulheres, desde os anos 60. Desta vez, o juiz não foi piedoso e o americano foi parar à prisão, onde pode ficar enclausurado durante os próximos dez anos.

Ora, cinco meses depois, circula no Facebook uma imagem que parece ser um frame da emissão televisiva de um canal de notícias. Na legenda que acompanha uma foto do ator visivelmente cabisbaixo, a revelação: “Notícia de última hora. Provas chocantes mostram que Bill Cosby é inocente”.

Não é a primeira vez que a justiça norte-americana condena quem não tem culpa, ainda assim, este não é, para já, um desses casos. A imagem resulta de uma manipulação, sem qualquer fundamento. Quem o revela é o site de verificação de factos  “Hoax-Alert”, que desvenda também que o embuste, apesar de circular no Facebook, foi originalmente publicado num site satírico, o “Notallowedto.com”, já no ano de 2016.

A verdade é que a plataforma não mente. Quem consultar o artigo, no fundo da página, vai encontrar um alerta de que o site é uma página de entretenimento satírico. Ainda assim, é necessária alguma paciência, e perícia no olhar, para conseguir ler a mensagem, uma vez que está escondida pelos botões de partilha nas redes sociais e aparece depois de um vasto bloco de links patrocinados. Talvez por isso, só através do Facebook, o artigo tenha sido partilhado mais de oito mil vezes.

bill Cosby
Desde que foi preso, os memes sobre o ator proliferam na internet

Em relação à verdade, Bill Cosby é mesmo condenado, está, e vai continuar na prisão, mas a experiência não tem sido assim tão má. Numa entrevista à NBC, o assessor do comediante garante que o patrão lhe disse que “apesar das circunstâncias, esta é uma experiência surpreendente”. O assessor garante ainda que Cosby “não tem remorsos” e que se compara a presos políticos, como Martin Luther King, Nelson Mandela ou Gandhi.

Avaliação do Polígrafo:

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Falso
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