A notícia está no Facebook, no Instagram, em órgãos de comunicação social credíveis, em sites de notícias menos confiáveis e, por fim, mas não menos importante, na boca do mundo: a atriz americana Gwyneth Paltrow começou o ano com o lançamento de um produto inédito, nada mais, nada menos, que velas com o aroma da própria vagina. Porém, o insólito, que já é muito, não fica por aqui: cada exemplar tem o custo de, aproximadamente, 67 euros.

Sobretudo nas redes sociais, a indignação não demorou a chegar e o assunto gerou, em muito pouco tempo, milhões de likes, de partilhas e de comentários como «A questão é: como é que as velas ficaram com o cheiro?», «Então, qual é a admiração? O outro não vendia garrafas com ar de Fátima?», ou ainda «Mais uma com o cérebro do tamanho de uma pintarola». A avalanche de comentários deixa claro que o público assumiu que de, de facto, as velas têm uma fragrância idêntica ao aroma da vagina de Gwyneth Paltrow.

É claro que atualmente nada parece impossível, porém, no ar, fica a pergunta: como é que uma pessoa mundialmente conhecida lança uma vela com aroma a vagina? Pois bem, o site de verificação de factos Snopes dá parte da resposta, ao avançar que a descrição oficial do produto é bastante mais abrangente do que o nome atribuído ao objeto - «Isto cheira como a minha vagina». O Polígrafo consultou essa descrição, e foi nela que encontrou a resposta para quase todas as dúvidas: «Com um aroma divertido, bonito e sensual, esta vela é feita com gerânio, laranja-bergamota e cedro, com rosa de damasco e sementes de ambrette, para nos fazer lembrar fantasia, sedução e um calor sofisticado». Traduzindo para os menos entendidos em botânica, as velas cheiram, no fundo, a uma mistura de laranja, cedro e damasco, e não ao que se pode convencionar como o cheiro a vagina.

Contudo, há uma dúvida que fica ainda por esclarecer: se a atriz diz que a vela cheira como a sua vagina, e se a vela tem um aroma cítrico e floral, então pode isto significar que Gwyneth Paltrow está a dizer a verdade. Ainda assim, este é um facto cujo teste de veracidade não está ao alcance de grande parte da humanidade. O que é certo é que a vela, vendida na plataforma de beleza e bem-estar da atriz, tem tido tanta procura que até já há lista de espera para a adquirir.

«Com um aroma divertido, bonito e sensual, esta vela é feita com gerânio, laranja-bergamota e cedro, com rosa de damasco e sementes de ambrette, para nos fazer lembrar fantasia, sedução e um calor sofisticado». Traduzindo para os menos entendidos em botânica, as velas cheiram, no fundo, a uma mistura de laranja, cedro e damasco, e não ao que se pode convencionar como o cheiro a vagina.

Esta não é a primeira vez que a norte-americana, com 48 anos, instala a polémica, ou melhor, o caos, na Internet, na sequência de produtos que lança. No ano passado, resolveu vender embalagens sustentáveis de 24 rolos de papel higiénico, cada uma por mais de 30 euros. Antes, Gwyneth Paltrow já tinha lançado ovos de jade, um mineral muito duro e compacto, para serem inseridos na vagina, com o objetivo de ajudar as mulheres a «conectarem-se com as energias internas». O produto valeu a Paltrow uma multa por publicidade enganosa.

Avaliação do Polígrafo:

 

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