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Governo da Alemanha admite que “não existiu pandemia” e na realidade foi um “teste psicológico”?

Sociedade
O que está em causa?
Artigo partilhado viralmente nas redes sociais destaca que o Governo da Alemanha terá admitido que a pandemia de Covid-19 foi uma fraude e que o chanceler Olaf Scholz revelou que "foi um teste psicológico para testar a complacência das pessoas em relação à mRNA e aos confinamentos". Verdade ou mentira?
© Shutterstock

“De novo os negacionistas tinham razão. Outra teoria da conspiração que se torna realidade”, garante-se num tweet, escrito em língua castelhana e publicado no dia 3 de abril. Tornou-se viral em menos de 24 horas e partilha um suposto artigo jornalístico em que se alega que “o Governo alemão admitiu que não houve pandemia”.

Na imagem vê-se o atual chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, e o que parece ser um tweet publicado pelo próprio a referir que “a Covid-19 foi um teste psicológico para testar a complacência das pessoas em relação à mRNA e aos confinamentos”, sublinhando depois a conclusão de que “não houve pandemia”.

Esta história é verdadeira?

Não. O artigo na origem do tweet foi publicado no site “The People’s Voice”, que é uma reformulação do “News Punch”, um site norte-americano conhecido por difundir recorrentemente fake news e desinformação.

Na alegada notícia é partilhada uma captura de ecrã (a mesma que aparece no tweet), mas não há qualquer registo de que Scholz tenha dito ou publicado tais frases no X/Twitter.

Além disso, não existe qualquer notícia – de fonte credível – que esteja de acordo com o veiculado pelo “The People’s Voice”. O site em causa também não apresenta qualquer evidência ou fonte que comprove essa alegação.

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UE

Este artigo foi desenvolvido pelo Polígrafo no âmbito do projeto “EUROPA”. O projeto foi cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa de subvenções do Parlamento Europeu no domínio da comunicação. O Parlamento Europeu não foi associado à sua preparação e não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores do programa. O Parlamento Europeu não pode, além disso, ser considerado responsável pelos prejuízos, diretos ou indiretos, que a realização do projeto possa causar.

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Avaliação do Polígrafo:

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