E se a lotaria de Natal, muitas vezes denominada pelos distribuidores como "A Gorda" ou "Prémio Gordo", tivesse que mudar de nome para não ofender os obesos? Em Espanha, nas redes sociais, alega-se que a secretária de Estado da Igualdade e Contra a Violência de Género, Ángela Rodríguez Pam, propôs que o epíteto do prémio da lotaria seja retirado das respetivas campanhas promocionais.

De acordo com um tweet que está a ser partilhado viralmente nessa e outras redes sociais, a proposta de proibição visa combater o "sexismo", "machismo", "bullying" e "gordofobia" subjacentes ao nome dado à maior lotaria de Natal da vizinha Espanha.

"Se a estupidez fosse lucrativa, a Península Ibérica era um oásis de riqueza! O leite gordo (e o meio-gordo) que se cuide", ironiza-se num post de 24 de novembro no Facebook, escrito em português, no qual se exibe a imagem do tweet em causa.

Mas será que esta história tem algum fundamento?

Não. É completamente falsa.

De acordo com a plataforma de verificação de factos espanhola "Maldita.es", não existe qualquer proposta apresentada pela Secretaria de Estado da Igualdade e Contra a Violência de Género com o objetivo de proibir por lei o nome da lotaria de Natal em Espanha.

  • Brinquedos de Natal para crianças. Publicidade do Lidl desconstrói estereótipos de género?

    Rapazes a brincar com bonecas e raparigas com carros, invertendo as mais tradicionais representações de género? Sim, além da neutralização das cores (azul e cor-de-rosa deixam de ser exclusivos de um e outro género) e dos utensílios de limpeza doméstica (idem), entre outros exemplos patentes num folheto de publicidade do Lidl que está a ser destacado - por entre aplausos e críticas - nas redes sociais.

Este tweet, publicado por uma conta falsa que se faz passar por "vice-subdiretor geral terceiro da Agência Espanhola de Saúde Púbica [Sic]", não transmite informação fidedigna. Aliás, não existe nenhuma Agência de Saúde "Pública" nem uma "Agência Espanhola de Saúde Pública".

O que existe, sim, é a Agência Estatal de Saúde Pública, cuja criação foi aprovada através de um projeto lei que obteve "luz verde" do Conselho de Ministros em agosto do ano passado, relata a "Maldita".

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