“'Sob nenhuma circunstância os fuzileiros navais serão obrigados a tomar uma vacinação potencialmente perigosa que nem a FDA aprova totalmente', disse o General Berger a [Lloyd] Austin. 'Você é um cobarde e um traidor, manipulado por pessoas que impõem políticas más aos homens e mulheres que fornecem segurança à nossa nação. Nem você nem o seu presidente fantoche têm autoridade para fazer cumprir tal política'", lê-se na publicação partilhada no dia 11 de agosto.

No texto alega-se que o general David H. Berger desaprovou o decreto do Secretário de Defesa dos Estados Unidos, que exige que todos os integrantes das Forças Armadas sejam vacinados contra a Covid-19.

Será verdade?

Não. Ao post está anexada uma imagem do artigo publicado pelo siteReal Raw News”, contudo esta página não publica notícias, nem artigos verdadeiros. Aliás, o próprio fundador afirma abertamente numa das secções que o “Real Raw News” é um site que “contém humor, paródia e sátira” e os seus conteúdos servem apenas para entretenimento.

Além disso, em nenhuma parte do artigo citado é referido que o general Berger tomou a vacina contra a Covid-19, mas a verdade é que o fez e tornou o ato público através de um tweet, partilhado no dia 22 de dezembro de 2020. “Recebi hoje a minha vacina. Foi ótimo ver muitos trabalhadores da linha da frente da medicina a serem também vacinados. À medida que se torna disponível, encorajo todos os fuzileiros navais e as suas famílias a serem vacinados para abrandar a propagação do vírus”, afirmou então o general-comandante.

Também numa entrevista ao siteMarine Corps Time”, o general disse que recusar a vacinação vai contra a missão dos fuzileiros navais e afirmou que o atraso da imunização da sua equipa deve-se à desinformação.

Todos os militares americanos são obrigados a vacinar-se, com prazos diferentes para cada força armada. Os fuzileiros navais devem vacinar-se desde o dia 1 de setembro deste ano, com prazo de 90 dias para quem está ativo e 120 para quem está na reserva.

Apesar de publicações como esta já terem sido desmentidas — pela Reuters, pela Agence France-Presse (AFP) e pelo Politifact em agosto — de acordo com a plataforma de fact-checking Aos Fatos, continuam a circular textos semelhantes no WhatsApp.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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