É uma publicação viral que se propagou nas redes sociais do Brasil ao longo dos últimos dias. Baseia-se na imagem do general Ajax Porto Pinheiro, indicando que o mesmo terá invadido o gabinete do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), impedindo que este levasse a cabo um processo de destituição do presidente Jair Bolsonaro.

"O general Ajax invadiu o gabinete de Toffoli e lhe avisou: 'Se vocês levarem a cabo essa ideia de destituir o presidente Jair Bolsonaro, o Exército Brasileiro não permitirá'. E se retirou", descreve-se na mensagem principal da publicação. A qual inclui também uma suposta citação do general Ajax Porto Pinheiro que passamos a transcrever: "Não provoquem, pois vocês serão expulsos a pontapés. Digo novamente, não nos provoquem!"

Esta história é verdadeira ou falsa?

A Agência Lupa, plataforma brasileira de fact-checking, analisou a publicação e concluiu que se trata de fake news. "Por meio da assessoria de comunicação da presidência do STF, onde atualmente trabalha, o general Ajax Porto Pinheiro negou a existência da conversa. 'De acordo com o general Ajax Porto Pinheiro, o conteúdo do material em questão é falso e em nada corresponde à realidade', diz nota enviada à reportagem".

"Desde novembro de 2018, o general Ajax assessora o presidente do STF, o ministro Dias Toffoli. Ele substituiu o general Fernando Azevedo e Silva, que deixou o cargo no STF para assumir o Ministério da Defesa, a convite do presidente Jair Bolsonaro. Atualmente na reserva, Ajax foi comandante da Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, em 2015, e participou de missões internacionais na América Central na década de 1990", informou a Agência Lupa.

Outra plataforma brasileira de fact-checking, a Boatos.org, também analisou publicações que veiculam a mesma história e confirmou que se trata de uma falsidade.

“A história que aponta que o general Ajax invadiu o gabinete de Dias Toffoli para ameaçar que o Exército interviria no STF é falsa. Também não procede a informação que aponta que ele foi o responsável por ‘salvar Bolsonaro de um golpe’”, concluiu.

As publicações em análise surgiram na sequência de uma recente entrevista de Dias Toffoli à revista “Veja”, na qual disse que o Brasil esteve, “entre abril e maio de 2019”, próximo de uma crise institucional grave que poderia ter culminado na aprovação de um projeto que estabeleceria o parlamentarismo no Brasil. Segundo Toffoli, a situação só se acalmou após “três dezenas de reuniões” entre o presidente Bolsonaro, os presidentes da Câmara (Rodrigo Maia) e do Senado (Davi Alcolumbre), autoridades militares e o próprio presidente do STF.

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