Rússia, Turquia e Brasil abandonam a OMS. Espero que os restantes países façam o mesmo! A humanidade precisa de um mundo livre”, lê-se num tweet de 5 de junho, com quase duas mil partilhas. Esta publicação e muitas outras semelhantes foram feitas dias depois de ter terminado a 75.ª Assembleia Mundial da Saúde, que decorreu entre 22 e 28 de maio.

Mas será verdade?

O Polígrafo consultou a lista de membros da Organização Mundial da Saúde e, a 18 de junho de 2022, tanto a Rússia como o Brasil e a Turquia ainda constavam entre os Estados membros do organismo.

Além disso, uma pesquisa sobre o suposto abandono dos três países não resulta em nenhuma notícia publicada por meios de comunicação social internacionais. Também nas redes sociais dos ministérios da Saúde do Brasil  e Turquia não foi feito qualquer anúncio ou comunicado sobre o assunto, tal como não há qualquer referência no site do ministério da Saúde da Rússia.

  • Não, a UE não transferiu para a OMS a sua soberania sanitária através de um tratado

    De acordo com uma publicação no Facebook, a União Europeia e a Organização Mundial da Saúde estão a criar um tratado para transferir a soberania sanitária dos países para a OMS. Essa transferência entrou em vigor, segundo o “post”, a 1 de março de 2022. Há várias falsidades na publicação: nada entrou em vigor em março; não é apenas a UE e sim os 194 países que integram a OMS que estão a negociar um tratado; este tratado serve para a prevenção e preparação para pandemias e não para abdicarem da sua soberania sanitária.

Em resposta à Agence France-Presse, o gabinete de comunicação da OMS também garantiu: "Nenhum dos 194 membros da OMS anunciou à OMS a sua intenção de retirar-se da organização."

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Avaliação do Polígrafo:

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