É uma publicação de origem incerta que está a espalhar-se velozmente nas redes sociais. Sob a imagem do primeiro-ministro António Costa, destaca que o respetivo gabinete é composto por 39 funcionários e uma “folha de pagamentos” no valor de 1.208.558,54 euros por ano.

E logo a seguir especifica a composição do gabinete do primeiro-ministro: um chefe de gabinete (vencimento de 4.592,43 euros); 10 assessores (vencimento de 3.653,81 euros cada); sete adjuntos (vencimento de 3.287,08 euros cada); quatro técnicos especialistas (vencimento de 3.287,08 euros cada); 10 secretárias pessoais (vencimento de 1.882,76 euros cada); uma coordenadora (vencimento de 1.506,20 euros cada) seis técnicos administrativos (vencimento de 1506,20 euros cada).

Vários leitores do Polígrafo questionam sobre se estes dados são verdadeiros. A nossa resposta é que são imprecisos, por defeito, o que poderá resultar da data em que a publicação foi criada (não encontramos essa referência, pois a difusão é muito fragmentada, a partir de diversas páginas). Ou seja, os dados indicados até poderiam estar corretos na altura da publicação original, mas entretanto verifica-se que estão claramente desatualizados.

Desde logo porque a atual composição do gabinete do primeiro-ministro António Costa integra um total de 60 elementos e não apenas 39 como destaca a publicação em análise. Pode verificar todos os cargos, nomes e vencimentos desses 60 elementos na página institucional do Governo (aqui).

Além de um chefe de gabinete (rendimento bruto de 5.456 euros por mês), contabilizam-se também nove assessores (4.352 euros), 12 adjuntos (3.854 euros), dois técnicos especialistas (4.862 e 3.854 euros, respetivamente), sete secretárias pessoais (2.210 euros), uma coordenadora de apoio (2.158 euros), oito elementos de apoio técnico-administrativo (1.747 euros), 11 motoristas (2.121 euros) e ainda nove elementos de pessoal auxiliar (1.131 euros). Estes valores de rendimento bruto incluem despesas de representação e subsídio de refeição, segundo indica a página do Governo.

Ora, estes vencimentos todos somados resultam, no total, em cerca de 155 mil euros por mês. Em suma, representa uma despesa de 1.859.244,00 euros por 12 meses, ou de 2.169.118,00 euros por 14 meses (incluindo aqui os subsídios de Férias e de Natal). Quase o dobro do valor indicado na publicação em análise.

Avaliação do Polígrafo:

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