"Proposta liberal aprovada. Assembleia de Freguesia de Carcavelos e Parede. Condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia de Vladimir Putin. Aprovado por: Iniciativa Liberal, PSD, CDS-PP, PAN, Chega. Abstenção: PS, BE. Contra: PCP. Pela paz e pela liberdade", salienta-se num post do núcleo de Cascais do partido Iniciativa Liberal no Facebook, datado de 13 de março.

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De facto, o Iniciativa Liberal apresentou a referida moção na AFCP, a 10 de março, que foi aprovada pela maioria dos membros, apesar do voto contra do PCP (ou CDU), além das abstenções do PS e do BE.

"A Iniciativa Liberal (IL) condena veementemente a invasão da Ucrânia por parte da Rússia de Vladimir Putin, com o apoio da Bielorrússia de Alexander Lukashenko. Em pleno século XXI, no coração da Europa livre e democrática, é inaceitável que governantes autocráticos e ditatoriais pretendam eliminar, por via militar, um Estado soberano e uma democracia livre. A agressão russa é um ataque inaceitável e intolerável aos valores da Europa democrática, livre e liberal. Nesta, como em todas as situações, a IL posiciona-se inequivocamente do lado do respeito pelo direito internacional, pela democracia liberal e pela liberdade", defende-se no texto da moção, assinado por Tiago Albuquerque, representante único dos liberais.

"A IL exprime a sua profunda preocupação com as consequências catastróficas, sobretudo para a população civil, das ações militares em curso. A IL manifesta a sua total solidariedade ao povo ucraniano e aos mais de 40.000 cidadãos ucranianos que residem atualmente em Portugal, nomeadamente os cerca de 1.500 cidadãos ucranianos que vivem no concelho de Cascais. A IL reitera a importância histórica do concelho de Cascais como local de acolhimento a todos os que fogem de guerras, perseguições ou violações dos seus direitos humanos e exorta a Junta de Freguesia da União de Freguesias de Carcavelos e Parede a ter um papel proactivo no eventual acolhimento de refugiados da Ucrânia", acrescenta-se.

Para depois concluir: "A IL estará sempre do lado da democracia liberal e de todos os povos que a ambicionem e lutem contra quem a quer reprimir usando violência de Estado ao serviço dos interesses da sua classe política. A IL exorta todos os partidos representados nesta Assembleia de Freguesia portugueses a condenarem, sem reservas, a invasão da Ucrânia pela Rússia de Vladimir Putin".

O Polígrafo contactou Luís Beirão, representante único dos comunistas na AFCP, o qual confirmou o voto contra a moção do IL, mas ressalvou ter apresentado, no mesmo dia 10 de março, um "voto em defesa da paz e pelo fim da escalada de confrontação na Europa".

Relativamente ao voto contra, Beirão justificou-o com o facto de "não concordar com todos os pontos" apresentados no texto dos liberais. Aliás, esse mesmo motivo levou o PCP a votar contra outra moção - "Condenação pela ação militar da Federação Russa na Ucrânia" - proposta pelo PSD.

No voto de protesto que apresentou durante o período anterior à ordem do dia 10 de março, na AFCP, o membro do PCP expressou "a sua profunda preocupação pelos graves desenvolvimentos na situação no Leste da Europa, envolvendo operações militares da Rússia na Ucrânia".

"O agravamento da situação é indissociável do contínuo alargamento da NATO e do reforço do seu dispositivo militar ofensivo junto às fronteiras da Rússia, assim como da inserção e instrumentalização da Ucrânia ao serviço da estratégia belicista deste bloco político-militar", sublinhou.

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