"Cemitério de carros elétricos, é descoberto na China! A empresa chinesa Pand-Auto funcionava até pouco tempo como uma espécie de táxi elétrico – uma plataforma de transporte particular que trabalhava com sua própria frota de veículos elétricos em diversas cidades chinesas. A sua falência e o fim das suas atividades, porém, criou um inacreditável cenário: um imenso cemitério de automóveis, todos idênticos e imundos, abandonados aos milhares num estacionamento, como símbolo de mais uma bolha de consumo que explode deixando um rastro de desperdício e poluição. A ideia era ótima, porém a pandemia acabou com ela", descreve-se na publicação, datada de 29 de junho.

As imagens são autênticas?

Sim. As viaturas mostradas nas fotografias pertencem a uma empresa chinesa denominada Panda Auto. O negócio baseava-se numa aplicação de partilha de automóveis elétricos, com cerca de 20 mil viaturas disponíveis em 12 cidades chinesas, de entre as quais Hangzhou, Chengdu e Zhengzhou. A plataforma contava com cerca de quatro milhões de utilizadores e operava desde 2015.

  • Centenas de automóveis elétricos foram abandonados em Paris por causa de defeitos nas baterias?

    As imagens mostram centenas de automóveis elétricos abandonados num terreno descampado. Na publicação aponta-se para "uma lixeira perto de Paris" e indica-se que "todos eles têm o mesmo problema: as células de armazenamento da bateria estão com defeito e precisam de ser substituídas", mas "custam quase o dobro de um carro novo". Respondendo à solicitação de leitores, o Polígrafo verifica.

A empresa estabeleceu uma parceria com a Lifan, responsável pelo fabrico dos automóveis utilizados no serviço de transporte, com o objetivo de lançar o primeiro programa de veículos autónomos da cidade de Xunquim.

Os resultados ficaram aquém das expectativas e, no final de 2020, a Lifan declarou dívidas na ordem dos quatro biliões de dólares (cerca de 3,4 mil milhões de euros), acabando por ser adquirida pela Geely Auto Group.

Face às circunstâncias, a Panda Auto não conseguiu vingar e acabou por anunciar a falência em fevereiro de 2021 através da rede social chinesa WeChat. As viaturas foram colocadas num recinto a céu aberto mas o destino que lhes será dado é, ainda, incerto.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente Verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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