"Teorias da conspiração não eram?...O sentimento de impunidade e desprezo desta gente é algo de surreal...Lamento por aqueles que nos insultaram e gozaram durante estes últimos 2 anos, quando tudo o que queríamos era alertar para o perigo", lê-se na legenda de um post no Facebook, datado de 16 de janeiro.

É partilhada a manchete de uma alegada notícia que dá conta da organização do Fórum Económico Mundial ter contratado "pilotos não vacinados" para realizar o transporte para Davos, na Suíça. O evento anual, que se realizou na semana passada, reúne líderes empresariais e governamentais de todo o mundo.

Atribui-se ainda uma citação a Klaus Schwab, o fundador do fórum: "A segurança dos nossos membros é a prioridade número um." Garantindo-se que "proibiu pilotos vacinados de transportar membros do Fórum Económico Mundial para dentro e fora de Davos devido ao risco de segurança que representam".

Mas qual é a origem desta alegação?

Segundo o "Politifact", a afirmação parte de uma citação do ex-piloto Josh Yoder, presidente do US Freedom Flyers, um grupo anti-vacinas. Este garante que o movimento recebe "pedidos de empresários ricos para levar os seus executivos em jatos privados com tripulações não vacinadas". No entanto, em nenhum momento refere Davos ou o Fórum Económico Mundial.

Na sua conta oficial de Twitter refutou mesmo as alegações que o ligavam ao rumor. "O jornalismo de clickbait é um flagelo. Eu nunca disse que o WEF/Davos procurou pilotos não vacinados. O que eu disse foi que empresários ricos me procuraram para esse fim", lê-se num tweet de 15 de janeiro.

O jornal de verificação de factos norte-americano contactou o Fórum Económico Mundial sobre a questão, mas até ao momento não obteve resposta. No entanto, não existem referências ou provas que apontem para a contratação de pilotos não vacinados para o evento. Pelo contrário, a organização internacional sempre defendeu de forma ativa a vacinação contra a Covid-19, tal como se pode confirmar no seu site oficial.

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