Desde ontem à noite que o Polígrafo tem recebido sucessivos pedidos de verificação das fotografias em causa. Ora, essas fotografias são autênticas. Durante o dia de ontem foi mesmo instalada uma barreira de proteção em frente à Assembleia da República, Lisboa, para impedir que os participantes na manifestação de hoje cheguem à escadaria, como aconteceu numa anterior manifestação de elementos das forças de segurança realizada em 2013.

O Polígrafo verificou hoje in loco que a barreira de proteção é constituída por gradeamento de metal e blocos de betão. Não é propriamente um muro fixo, mas essa descrição é aceitável numa perspetiva mais lata e tendo em atenção os materiais utilizados para montar a barreira de proteção.

Elementos da PSP e da GNR manifestam-se hoje em Lisboa para pressionarem o novo Governo a cumprir as reivindicações da classe e as promessas do anterior executivo. Com o lema “tolerância zero”, a manifestação conjunta é organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR). Inicia-se às 13 horas na Praça do Marquês de Pombal e ruma até à Assembleia da República, com concentração marcada para as 16 horas.

De acordo com a Agência Lusa, apesar de o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, se ter reunido na quinta-feira passada com os sindicatos mais representativos da PSP e na segunda-feira com a APG/GNR, as estruturas decidiram manter o protesto, por ainda não estar definido um calendário para a resolução rápida dos problemas, apenas uma agenda de reuniões negociais.

Em comunicado, o gabinete do ministro informou que está em "preparação, em diálogo com os sindicatos e as associações profissionais, a nova Lei de Programação das Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança do MAI [Ministério da Administração Interna], para a período pós-2021, dando continuidade ao diploma que, desde 2017, permitiu instituir um novo modelo de gestão estrutural e plurianual de investimentos a realizar nas várias valências operacionais".

Propõe ainda a definição de um Programa Plurianual de Admissões, "por forma a garantir o rejuvenescimento das Forças de Segurança", a "preparação de um diploma específico sobre Segurança e Saúde no Trabalho aplicável às Forças de Segurança" e a "análise e revisão de suplementos remuneratórios, incluindo a questão do pagamento faseado dos suplementos suspensos entre 2011 e 2018".

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