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Foi demitido o tenente da GNR que indicou que não havia condições de segurança para jogo de futebol?

Sociedade
O que está em causa?
Em causa estava um jogo de futebol profissional entre o Vizela e o Vitória de Guimarães. De acordo com uma publicação que está a ser partilhada viralmente no Facebook, "o tenente Viana" da GNR terá sido "exonerado pelo comandante" porque "teve a coragem de assumir que as condições de segurança não estavam reunidas". Confirma-se?

Vergonha de país“, critica-se no topo de um post no Facebook que acumula milhares de partilhas em poucos dias. Denuncia o caso do “tenente Viana” que “foi exonerado de funções pelo comandante da Unidade”.

“E tudo porque teve a coragem de assumir que as condições de segurança não estavam reunidas para o desempenho da missão atribuída (policiamento ao jogo de futebol)”, alega-se. “Foi e está a ser um oficial exemplar”.

Num texto ilustrado por uma fotografia de Afonso Viana, tenente da Guarda Nacional Republicana (GNR), fardado e junto a uma mensagem de apoio (“Estamos contigo!”), ainda se acrescenta:

“Sugere-se que em solidariedade total com o tenente, todos os militares da companhia, em sinal de protesto, coloquem o pedido de transferência para fora da Unidade. Este homem não pode cair sozinho. Amanhã está agendada uma pequena concentração em Coimbra por militares da UEPS em solidariedade com o tenente. Façam tremer a companhia e o comandante da Unidade que age com a lógica do ‘quero, posso e mando’. O tenente Viana não está sozinho.”

Confirma-se a suposta demissão do militar da GNR?

De facto, o tenente Afonso Viana, da GNR de Braga, indicou no dia 4 de fevereiro que não estavam reunidas as condições de segurança para a realização de um jogo de futebol profissional masculino entre o Vizela e o Vitória de Guimarães, na sequência da apresentação de baixa médica ou declaração de assistência à família por parte de 40 militares da sua companhia.

Estas baixas impediram o policiamento do jogo de futebol que, ainda assim, acabou por se realizar com recurso a militares de outros postos.

Após esta situação, Afonso Viana foi chamado pelos superiores a dar explicações em relação às baixa médicas dos militares. Apresentou-se na sede da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR no dia 5 de fevereiro, mas a exoneração acabou por não se concretizar.

Segundo informou a SIC Notícias, essa hipótese chegou a ser equacionada, mas o “apoio que recebeu dos colegas terá ajudado a que a exoneração não fosse para a frente”. Apoio manifestado no mesmo dia em que foi chamado a dar explicações, quando cerca de duas dezenas de militares da GNR se concentraram junto à Unidade de Ação Fiscal da GNR, em Coimbra, demonstrando solidariedade com o colega.

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Avaliação do Polígrafo:

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