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Filho de Rita Lee admitiu na televisão que a cantora morreu devido à vacina contra a Covid-19?

Internacional
O que está em causa?
Rita Lee, uma das maiores cantoras e compositoras do Brasil, morreu no dia 8 de maio, segundo os jornais vítima de cancro do pulmão, doença que lhe tinha sido diagnosticada em 2021. Nas redes sociais, contraria-se a causa da morte, e alega-se que o próprio filho da artista admitiu a relação do deterioramento do seu estado de saúde e da inoculação contra a Covid-19. Será verdade?

Rita Lee, uma das maiores cantoras e compositoras da história da música brasileira, morreu no passado dia 8 de maio. Passados mais de dois meses, está a ser disseminada nas redes sociais uma teoria sobre a morte da artista de 75 anos.

“Filho de Rita Lee fala em entrevista da causa da morte da mãe ligada à vacina [da Covid-19] e diz que está tudo registado em livro da própria mãe”, alega-se num post no Facebook, onde é partilhado um vídeo de uma entrevista a Beto Lee, filho da cantora.

Em maio, quando a notícia da morte de Rita Lee chegou aos meios de comunicação social, a causa da morte divulgada foi o cancro do pulmão que lhe tinha sido diagnosticado em 2021. Mas será que este vídeo prova o contrário?

No excerto do programa brasileiro a circular nas redes sociais, o filho da artista fala sobre o diagnóstico que a mãe tinha recebido há dois anos. “Por ter acontecido na pandemia tudo, a gente no começo tinha todo aquele isolamento e tal. Eu fiquei sem ver ela durante um bom tempo, não é? E até que ela descobriu tudo isso eu fiquei muito por videoconferência […] Foram dois anos [com a doença] na pandemia. Por causa de uma reação da vacina é que foi descoberto [o cancro de pulmão]. Está tudo ali no livro. Ela conta bem detalhado o começo de tudo, todos os procedimentos que ela passou, as conversas que ela teve com os médicos, o dia a dia nas visitas, a internação, está tudo aí [na autobiografia]”, contou Beto Lee durante a entrevista, que pode ver aqui na integra.

O livro referido pelo filho da cantora, Rita Lee: Outra Autobiografia, foi escrito pela própria artista, ainda em vida. Tal como cita a revista “Veja“, Lee garantiu que foi a vacina contra a Covid-19 que a levou a descobrir que tinha cancro. “Foi uma sorte, disseram, eu ter tido reação à vacina, já que, do contrário, não teria ido ao hospital e nem descoberto o câncer rapidamente”, escreveu Rita.

Tal como lembra a “Agência Lupa“, que realizou esta verificação, os efeitos secundários, leves e moderados, da vacina contra a Covid-19 são normais e podem até indicar que o corpo está a reagir e a criar imunidade contra o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) garante que os efeitos secundários relatados das vacinas Covid-19 têm sido, na sua maioria, “leves a moderados e não duraram mais do que alguns dias”. Os efeitos secundários típicos incluem “dor no local da injeção, febre, fadiga, dor de cabeça, dor muscular, calafrios e diarreia”.

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Avaliação do Polígrafo:

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