Na acusação remetida ao Poligrafo, garante-se André Gomes, filho da presidente da Câmara Municipal de Portimão, foi vacinado contra a Covid-19 sem pertencer a qualquer grupo prioritário que o enquadre na primeira fase da vacinação, pois tem apenas quarenta anos e não trabalha em qualquer serviço de prestação de cuidados a pacientes infetados com o novo coronavírus.

No texto, refere-se ainda que a prescrição terá sido feita pela esposa de André Gomes, Ana Castro, médica e presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve.

Esta polémica surge depois de ter sido noticiado que a mãe de André Gomes, a socialista Isilda Gomes, protagonizou um episódio de vacinação abusiva. Apesar de ser voluntária no Portimão Arena, espaço onde estão internados doentes Covid-19, a autarca apenas medeia comunicações online entre infetados e família, numa sala separada das enfermarias. Terá sido a nora, também coordenadora do hospital instalado no Portimão Arena, a exigir que a presidente da Câmara fosse vacinada.

Será verdade que o filho da presidente da Câmara Municipal de Portimão foi vacinado contra a Covid-19 na sequência de um favorecimento familiar? 

A resposta é não. Em resposta enviada ao Polígrafo, André Gomes garante que a informação divulgada é falsa: “Não, não fui ainda vacinado. Sê-lo-ei quando for chamado para tal pelo centro de saúde local onde resido”.

Em resposta enviada ao Polígrafo, André Gomes garante que a informação divulgada é falsa: “Não, não fui ainda vacinado. Sê-lo-ei quando for chamado para tal, pelo centro de saúde local, onde resido”.

Ana Castro, mulher e presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve, confirma ao Polígrafo a versão apresentada pelo marido. “Não, não foi vacinado. Não faz parte de nenhum grupo de risco felizmente. E, portanto, será vacinado quando o centro de saúde o chamar para ser vacinado”, afirma. A oncologista garante ainda que não houve qualquer indicação do centro hospitalar que lidera para que se procedesse à vacinação do marido.

André Gomes apresentou ao Polígrafo um extrato do boletim de vacinas eletrónico, emitido no dia 4 de fevereiro, onde é possível aferir que não existe qualquer registo da inoculação de uma vacina contra a Covid-19. Caso tivesse acontecido, tal devia estar registado na referida ficha, uma vez que a norma da Direção Geral da Saúde sobre a vacinação contra a Covid-19 determina que “todos os atos vacinais devem ser prontamente (prazo máximo de 24 horas) registados na Plataforma Nacional de Registo e Gestão da Vacinação, no boletim individual de saúde e, se disponível, no cartão de vacinação fornecido conjuntamente com a vacina”.

André Gomes apresentou ao Polígrafo um extrato do boletim de vacinas eletrónico, emitido no dia 4 de fevereiro, onde é possível aferir que não existe qualquer registo da inoculação de uma vacina contra a Covid-19.

Em conclusão, com base nos elementos recolhidos pelo Polígrafo, é falsa a alegação que o filho da presidente da Câmara Municipal de Portimão foi vacinado indevidamente contra a Covid-19. André Gomes ainda não foi inoculado e garante que o será apenas “quando for chamado para tal, pelo centro de saúde” onde reside, em Portimão.

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Avaliação do Polígrafo: 

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Falso
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