"Filha de Louçã trabalha no portal de mentiras esquerda.net mas é paga pelo Parlamento (contribuintes). A moral de esquerda não se aplica, claro. Francisco Louçã ainda está ressacado pelo ano passado termos exposto o caso do seu menino Robles. O tal que de manhã fazia campanha contra a especulação imobiliária e à tarde ia tratar da sua vidinha… Exatamente no mercado imobiliário! Como podem existir ainda dúvidas sobre as intenções de Louçã e do Bloco? Um mistério. Aliás, não deixa de ser irónico que uma estação de televisão privada ajude à sua beatificação política".

Este é o texto de uma nova publicação na página "Direita Política", com o seguinte título: "Filha de Francisco Louçã também já tem 'tacho' na política e é paga pelos contribuintes". No final surge também um meme que reitera a mesma mensagem, sobre uma imagem de Catarina Martins, atual coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), e Francisco Louçã, antigo líder e fundador do mesmo partido.

Vários utilizadores da rede social Facebook denunciaram este conteúdo como fake news. Confirma-se ou não que a filha de Francisco Louçã já tem emprego na política e "é paga pelos contribuintes"? Verificação de factos.

Importa começar por ressalvar que não estamos a analisar as várias insinuações e interpretações opinativas que fazem parte desta publicação. Limitamo-nos a verificar se a informação mais objetiva que está destacada no título - "Filha de Francisco Louçã também já tem 'tacho' na política e é paga pelos contribuintes" - é verdadeira ou falsa.

Ora, essa informação é replicada a partir de um artigo jornalístico publicado na revista "Sábado" (edição de 2 de agosto de 2019), com o seguinte título: "Filha de Louçã foi contratada pelo BE e é paga pelo Parlamento".

"Joana Campos Louçã é 'assistente parlamentar' desde 2015. Não é vista em São Bento, é editora do esquerda.net e o BE não divulga quanto ganha. O salário é processado pela Assembleia da República dentro da verba a que os grupos parlamentares têm direito para assessoria aos deputados", revela esse artigo.

"O despacho publicado em 'Diário da República' tem data de 12 de novembro de 2015: 'Nomeação de Joana Campos Louçã para a categoria de assistente parlamentar do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, com efeitos a partir do dia 1 de novembro de 2015'. Ou seja, a filha de Francisco Louçã e da sua mulher, a médica Ana Campos, é desde o início da legislatura paga pela subvenção que a Assembleia da República atribui aos grupos parlamentares para contratar assessores", acrescenta.

"Os grupos são depois totalmente livres de contratarem quem entenderem (e todos os partidos o fazem), e de distribuírem os salários também como quiserem. O valor concreto do salário de Joana Louçã não é público. A 'Sábado' questionou diretamente o BE sobre esse e outros pontos, mas não obteve resposta", conclui.

Em suma, a informação destacada da publicação em análise é verdadeira, tendo sido noticiada pela revista "Sábado", no âmbito de uma investigação jornalística. O Polígrafo confirmou a veracidade dessa informação, nomeadamente consultando o referido despacho de nomeação.

Nota editorial: este conteúdo  foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam naquela rede social.

Na escala de avaliação do Facebook este conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações "verdadeiro" ou "maioritariamente verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo este conteúdo é:

Notificações

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.
Verdadeiro