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Fernando Medina: “Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo”

Política
O que está em causa?
Na estreia do espaço de análise do ex-ministro das Finanças no Now, "Contas certas", foi abordada a questão do envelhecimento dos portugueses após ser divulgado o relatório do INE sobre as estimativas da população residente em Portugal. Sobre o assunto, Medina lembrou que "temos de ter consciência" de que o país é dos mais envelhecidos do mundo. Confirma-se?
© Manuel De Almeida/Lusa

Sustentando a necessidade de imigração com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a população residente em Portugal, divulgados na terça-feira (18 de junho), Fernando Medina, ex-ministro das Finanças, alertou ontem à noite para o envelhecimento da população portuguesa e os custos que tal acarreta.

“Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo, temos de ter consciência disso”, sublinhou Medina. De seguida, acrescentou que esse envelhecimento leva a um “debate muito importante” sobre a imigração, porque o país só consegue alcançar “os resultados económicos que hoje apresenta precisamente porque tem tido um grande crescimento da imigração”.

Mas Medina está certo quando afirma que Portugal é “dos países mais envelhecidos do mundo”?

Sim. De acordo com dados das Nações Unidas, que analisou um total de 50 países do mundo, Portugal é o quarto país com maior percentagem de pessoas com 65 ou mais anos, apenas ultrapassado pelo Japão, Itália e Finlândia.

Em 2021, as pessoas com 65 ou mais anos representam 23,4% da população a viver Portugal, segundo dados do INE, um número que atualmente, ascende a 24,1%.

Ainda relativamente aos dados do INE sobre a população residente, estes revelam que “o envelhecimento demográfico em Portugal continuou a acentuar-se” e que, em 2023, “o índice de envelhecimento, que compara a população com 65 e mais anos (população idosa) com a população dos 0 aos 14 anos (população jovem), atingiu o valor de 188,1 idosos por cada 100 jovens (184,4 em 2022)”.

O documento frisa ainda que o acréscimo populacional de 10.639.726 pessoas (mais 123.105 do que em 2022) “resultou de um saldo migratório de 155.701 pessoas em 2023 (136.144 em 2022), que compensou o saldo natural negativo.

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Avaliação do Polígrafo:

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