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Fabian Figueiredo disse que o “povo tem que ser reeducado” e que “se a extrema-direita ganhar” as eleições são para “repetir”?

Sociedade
O que está em causa?
Sem som, uma alegada declaração do bloquista Fabian Figueiredo está a circular nas redes sociais... mas atenção, as legendas foram completamente manipuladas. O vídeo surgiu numa conta satírica, mas entretanto foi partilhado sem qualquer indicação.

Surgiu numa conta satírica, soma mais de 15 mil visualizações e está a gerar dúvidas nas redes sociais. Em declarações aos jornalistas, o deputado único do Bloco de Esquerda (BE), Fabian Figueiredo, terá dito o seguinte: “O número de deputados que o Bloco tem não reflete a qualidade das nossas ideias progressistas. É preciso alterar este modelo. Não é democrático. Neste momento estou sozinho no Parlamento e isso não representa a verdadeira vontade progressista. Não é necessário ser eleito para lutar contra o capitalismo e contra o genocídio em Gaza. Não podemos aceitar eleições em que ganhe a extrema-direita.”

O registo dura 39 segundos e ainda sobra tempo para Figueiredo afirmar que “se a extrema-direita ganhar tem que se repetir as eleições” e que “o mesmo deve ser feito com a direita e centro-direita”. Segundo o bloquista, “a verdadeira democracia está nos ideais de esquerda. Temos que mudar o sistema e ilegalizar esses partidos. O povo tem que ser reeducado e nós temos a responsabilidade de mostrar o caminho certo ao povo. Nós sabemos o que o povo quer e temos que assumir essa nobre tarefa”.

Além do facto de ter sido divulgado numa conta satírica, o vídeo não é acompanhado por nenhum alerta sobre o facto de ter sido completamente manipulado: o áudio original foi cortado e as legendas totalmente inventadas. Por esse motivo, o registo foi partilhado como sendo verdadeiro e até na caixa de comentários houve quem questionasse a sua veracidade… mas o autor da manipulação deixou as perguntas sem resposta.

O momento original pode ser visto aqui, num vídeo partilhado pelo deputado a 17 de maio a propósito da carreira docente e da manifestação dos professores.

“Este ano letivo começou com oito em cada 10 escolas com falta de professores, semanalmente há 40 mil alunos aos quais falta pelo menos um professor a uma disciplina. E a resposta do Governo tem sido propaganda e marketing“, afirmou nessa mesma intervenção.

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Avaliação do Polígrafo:

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