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Eurodeputados do CDS-PP e do PSD votaram contra a inclusão do direito ao aborto na Carta dos Direitos Fundamentais da UE?

União Europeia
O que está em causa?
É o inicio de um caminho que começou hoje em Bruxelas e que quer incluir o aborto na Carta dos Direitos Fundamentais da UE. Depois de votar a favor, a eurodeputada socialista Maria Manuela Leitão Marques lembrou que os eurodeputados da direita portuguesa estiveram contra. É verdade?

Maria Manuel Leitão Marques celebrou na rede social X, esta quinta-feira, a aprovação de uma resolução que pede que o direito ao aborto seja consagrado na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (UE). A eurodeputada socialista votou a favor, assim como 335 outros eurodeputados. Mas entre os 163 que estiveram contra, constam (quase) todos os eleitos pelo PSD e pelo CDS-PP.

A resolução B9-0205/2024, aprovada esta manhã em Bruxelas com 336 votos a favor, 163 contra e 39 abstenções, é também uma decisão histórica que coloca o aborto cada vez mais perto de ser um direito fundamental na UE. 

Entre os portugueses representados em Bruxelas, só os deputados do PSD e do CDS-PP votaram contra a medida. Ricardo Morgado, social-democrata, foi a exceção: absteve-se.

Os nomes de Vasco Becker-Weinberg (CDS-PP), de Ana Miguel dos Santos (PSD), de Carlos Coelho (PSD), de Vânia Neto (PSD), de Lídia Pereira (PSD) e de Teófilo Santos (PSD) surgem na lista de 163 eurodeputados que estiveram contra esta proposta de resolução. Todos os deputados do PS, do BE e do PCP votaram a favor.

O objetivo é que o Artigo 3.º da Carta dos Direitos Fundamentais do bloco comunitário seja alterado e que inclua que “todas as pessoas têm o direito à autonomia sobre o corpo, o acesso gratuito, informado, pleno e universal à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos, e a todos os serviços de saúde conexos, sem discriminação, incluindo no acesso ao aborto seguro e legal”.

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UE

Este artigo foi desenvolvido pelo Polígrafo no âmbito do projeto “EUROPA”. O projeto foi cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa de subvenções do Parlamento Europeu no domínio da comunicação. O Parlamento Europeu não foi associado à sua preparação e não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores do programa. O Parlamento Europeu não pode, além disso, ser considerado responsável pelos prejuízos, diretos ou indiretos, que a realização do projeto possa causar.

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Avaliação do Polígrafo:

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