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“Eu tenho memória”. Manuel Luís Goucha apelou ao voto contra o “socialismo” na segunda volta das Presidenciais?

Sociedade
O que está em causa?
António Pinto Pereira, ex-deputado do Chega, partilhou nas redes sociais um vídeo antigo do apresentador de televisão em que este afirma que vai "votar pela mudança no nosso país". Gravado em 2024, este anúncio de Manuel Luís Goucha aconteceu a propósito das eleições legislativas das quais a Aliança Democrática (que Goucha apoiou) saiu vencedora.

A cerca de duas semanas da segunda volta das eleições presidenciais, o ex-deputado do Chega (que entretanto se desfiliou do partido), António Pinto Pereira, partilhou nas redes sociais o excerto de um vídeo de Manuel Luís Goucha. No registo, o apresentador da TVI afirma: “Com o direito que a democracia me deu, eu vou votar. E vou votar pela mudança no nosso país. Faço-o por ter memória. Eu tenho memória. Não se iluda. Repare bem: em 2011 foi um Governo socialista que levou este país à beira da falência e chamou a troika. Mais recentemente, foi um Governo socialista que, com uma maioria absoluta, nada fez. Não implementou as reformas estruturais que são necessárias no nosso país. Por isso estranho que haja um candidato socialista que agora se autodefine como ‘fazedor’ e estava lá como ministro e nada fez.”

Há outras publicações que congratulam Manuel Luís Goucha pelo suposto apelo ao voto em André Ventura a 8 de fevereiro, mas o vídeo surge totalmente descontextualizado. O registo original foi publicado a 5 de março de 2024 como anúncio de voto na Aliança Democrática (AD).

O apresentador já se manifestou sobre esta partilha e escreveu esta manhã no Instagram: “Corre na internet um vídeo meu, abusivamente manipulado e usado, dando, erradamente, a entender o meu sentido de voto na segunda volta das eleições presidenciais. O vídeo em questão é de 2024 e com ele manifestei o meu apoio à AD aquando das eleições legislativas que deram a primeira vitória a Luís Montenegro, usando argumentos que devem ser entendidos à luz daquela realidade.”

“Há muito que me revejo na social-democracia, por isso apoiei conscientemente Marques Mendes na primeira volta das Presidenciais. Que não restem dúvidas em relação ao meu voto no próximo dia 8 de fevereiro: entre o centro-democrático (que entendo representado por António José Seguro) e a direita radical, votarei, sem qualquer hesitação, Seguro”, afirmou ainda, esclarecendo o sentido do seu voto.

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Avaliação do Polígrafo:

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