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Estes vídeos mostram bispos a promoverem “tratamento com remédio natural” que cura doenças?

Sociedade
O que está em causa?
Circulam no Facebook dois vídeos que mostram, aparentemente, os bispos António Marto e José Ornelas a promoverem um tratamento natural capaz de curar doenças como a osteocondrose ou a artrite. Doenças que com este "remédio" podem ser "facilmente curadas". Os vídeos são reais?

“António Marto conta como ele curou a osteocondrose depois de 20 anos à procura de uma cura para a doença. Artrite, osteoartrite e osteocondrose podem ser facilmente curados, passando por um curso de tratamento com um remédio natural. Este tratamento alivia a dor, restaura a cartilagem e cura as articulações, não requer consultar um médico e pode ser realizado em casa”, alega-se numa publicação a circular no Facebook com a imagem do cardeal D. António Marto a defender esse mesmo tratamento.

As mesmas declarações são proferidas num outro vídeo, mas com o rosto do bispo D. José Ornelas e com a mudança de nome, de “António Marto” para “José Ornelas Carvalho”, na alegação que acompanha o vídeo.

Serão estes vídeos verdadeiros?

Não, tratam-se de deepfakes com o objetivo de enganar quem se depare com estes vídeos. A Diocese de Leiria-Fátima já se pronunciou sobre estas imagens que, segundo aponta, “têm estado a circular nas redes sociais” nos últimos dias.

Nestes vídeos constata-se “uma apropriação abusiva da imagem do cardeal D. António Marto e do bispo D. José Ornelas proferindo discursos de divulgação de uma suposta pomada terapêutica”, aponta.

A instituição sublinha que os vídeos foram “forjados com tecnologia ‘deepfake’, que usa inteligência artificial para trocar o rosto de pessoas em vídeos e manipular áudios” e que “são evidentemente falsos”. Por esse motivo, “para além da participação dos vídeos às autoridades por terem notórios indícios de fraude, [a Diocese de Leiria-Fátima] está a dar orientações para todos os que eventualmente acedam a esses conteúdos façam imediatamente a sua denúncia, utilizando as ferramentas que as redes sociais dispõem para o efeito”.

A Diocese indica ainda que “repudia veementemente a criação e disseminação de conteúdos falsos e manipulados que visam denegrir a imagem das pessoas em causa e, por extensão, da própria instituição” e frisa que “este tipo de material é enganoso e prejudicial, e pretende intrujar os fiéis e o público em geral”.

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Avaliação do Polígrafo:

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