Trata-se de uma publicação que conta já com milhares de partilhas nas redes sociais e que foi enviada por uma leitora, ao Polígrafo, para verificação. Dá conta de “três fotografias de imóveis” que têm “em comum” o facto de serem “todos hotéis” localizados em Lisboa e de, antes disso, serem “imóveis do Estado que foram vendidos pela Estamo para que neles pudessem funcionar hotéis” – criticando-se o facto de os mesmos não terem sido convertidos em projetos habitacionais.
Em causa estão unidades hoteleiras que, segundo a mesma fonte, terão sido construídas nas seguintes moradas: Rua Braancamp, 7; Avenida Casal Ribeiro, 48; e Rua da Sociedade Farmacêutica, 36-38.
A acompanhar o “post” incluem-se ainda imagens do Pestana Lisboa Vintage, do Luster Hotel e do Empire Marquês Hotel – que, segundo a mesma página, “abriram todos ao público depois de 2021”. Os supostos valores de venda dos edifícios rondam os “6.050.000 euros, 3.510.000 euros e 1.275.000 euros”.
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Confirma-se que estes edifícios foram mesmo vendidos pela Estamo e que neles operam agora hotéis?
Ao Polígrafo, a Estamo confirmou as vendas citadas. O edifício localizado na “Rua Braancamp, 7” – onde atualmente se localiza o Pestana Lisboa Vintage – foi, de facto, vendido por “6.050.000 euros”. A escritura foi assinada a 11 de março de 2015.
No ano seguinte concretizou-se a venda do edifício localizado na “Avenida Casal Ribeiro, 48 a 48 C” – onde atualmente fica o Luster Hotel -, pelos referidos “3.510.000 euros”. Já a transação associada ao prédio localizado na “Rua da Sociedade Farmaceutica, 36-38” – onde, no número 36, se localiza o Empire Marquês Hotel – foi na ordem dos “1.275.000 euros”.
Sobre o tema, a Estamo assegurou que “não vendeu os referidos prédios com projeto”, tendo ainda notado que o “processo de venda do imóvel Rua Braamcamp 7 foi feito em conjunto com o prédio Rua Braamcamp 5, em Lisboa” – com este último a ser atualmente “um projeto residencial”.
Uma pesquisa na página “online” da agência imobiliária de luxo “Fine & Country” permitiu ao Polígrafo concluir que, de facto, nesse edifício foi construído o “Braamcamp 5”, descrito como um “empreendimento residencial no coração da cidade de Lisboa”.
Confirma-se, assim, que os três hotéis citados foram construídos em “imóveis do Estado que foram vendidos pela Estamo”.
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Avaliação do Polígrafo:
