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Este vídeo revela que o presidente da Pfizer disse que objetivo das vacinas é reduzir população mundial em 50%?

Sociedade
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O que está em causa?
A suposta declaração de Albert Bourla terá sido gravada durante a edição de 2022 do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça. "Reduziremos o número de pessoas no mundo em 50%", ouve-se dizer o presidente executivo da Pfizer, uma das empresas farmacêuticas que produziu vacinas contra a Covid-19. Verdadeiro ou falso?

“Acredito que a vacina foi um sonho real que tivemos, junto com a minha equipa quando começámos em 2019. Na primeira semana em que nos encontrámos, em janeiro de 2019, na Califórnia, estabelecemos uma meta para os primeiros cinco anos. E uma delas era para o ano de 2023, reduziremos o número de pessoas no mundo em 50%. Eu acredito que hoje o nosso sonho tornou-se realidade”, declara Albert Bourla, presidente executivo da Pfizer, num vídeo que está a ser partilhado viralmente por milhares de pessoas nas redes sociais.

“Teoria de confirmação”, ironiza-se numas das publicações do vídeo em língua portuguesa, por entre os seguintes destaques em letras garrafais: “Redução populacional através de vacinação obrigatória“; “Reduziremos o número de pessoas no mundo em 50%”.

No entanto, analisando o vídeo original da intervenção de Bourla na edição de 2022 do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, verificamos que as suas palavras foram deturpadas e manipuladas.

“É realmente a realização de um sonho que tivemos, junto com a minha equipa, quando começámos em 2019. Na primeira semana em que nos conhecemos, em janeiro de 2019, na Califórnia, estabelecemos as metas para os próximos cinco anos. Uma delas foi, até 2023, reduzir em 50% o número de pessoas no mundo que não podem comprar os nossos medicamentos. Acho que hoje esse sonho está a tornar-se realidade”, afirmou, de facto, Bourla, no dia 25 de maio de 2022.

O diretor da Pfizer, Albert Bourla, voltou a ser alvo de desinformação nas redes sociais. Está a circular um excerto do Fórum Económico Mundial de 2018 como se fosse atual. No vídeo, Bourla fala sobre um novo comprimido “eletrónico”, mas os internautas estão a afirmar, de forma errada, que se trata de uma tecnologia Pfizer e que o medicamento tem “um pequeno chip” que envia um sinal às “autoridades”.  

No mesmo sentido aponta um artigo da “Aos Fatos”, plataforma brasileira de fact-checking, sublinhando que “no vídeo editado, o trecho em que Bourla fala ‘que não podem comprar nossos medicamentos’ é omitido para alegar que o CEO da Pfizer admitiu um plano para reduzir a população mundial por meio das vacinas. Entretanto, ele não citou isso em nenhum momento”.

“O executivo referia-se a um novo acordo da Pfizer para fornecer remédios e vacinas da empresa, protegidos por patentes, a preço de custo para os 45 países mais pobres do mundo, o que abrangeria 1,2 mil milhões de pessoas. Ruanda, Gana, Malawi, Senegal e Uganda serão os primeiros países beneficiados pela iniciativa chamada ‘An Accord for a Healthier World’“, conclui.

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Avaliação do Polígrafo:

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