No dia 15 de março, Benjamin Netanyahu partilhou um vídeo para demonstrar que está vivo e de boa saúde. Apesar de a publicação ter como objetivo responder, com alguma ironia, aos rumores sobre a sua morte, as imagens acabaram por alimentar novas dúvidas. Nas redes sociais, alguns utilizadores levantaram a hipótese de o vídeo ter sido gerado por Inteligência Artificial (IA) ou de não ser recente, o que contribuiu para a persistência das suspeitas de que algo terá acontecido ao líder israelita.
Num tweet com mais de 1,3 milhões de visualizações, divulgado, esta terça-feira (17 de março), exibem-se imagens do suposto bombardeamento que teria causado a sua morte:
“Netanyahu foi para o inferno. Na plataforma de redes sociais X, a Al Jazeera News partilhou imagens de videovigilância que alegadamente mostram a sua morte, nas quais se vê o Primeiro-Ministro israelita reunido com generais do exército dentro de um bunker, onde todos foram mortos num ataque com mísseis iranianos.”
As imagens são reais e foram divulgadas pela estação de televisão Al Jazeera, como se alega nas redes sociais?
Não.
Não há qualquer registo deste vídeo, nem informação sobre o alegado ataque na Al Jazeera ou em qualquer outro órgão de comunicação social credível. Além disso, na publicação indica-se que o vídeo foi produzido com recurso a IA.
Há sinais claros de manipulação como a voz em efeito robótico da jornalista, os erros ortográficos nos oráculos – Benjamin ‘Netan Yaho’ em vez de Benjamin Netanyahu – e o grafismo distinto do que é utilizado pela Al Jazeera nos respetivos noticiários.
Destaca-se ainda o cenário pouco natural das “imagens de videovigilância” apresentadas. As pessoas retratadas movem-se de forma rígida e pouco convincente, sem reagir ao suposto impacto do ataque.
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Avaliação do Polígrafo:

