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Este vídeo mostra um anúncio na televisão holandesa que promove a pedofilia?

Internacional
O que está em causa?
Na rede social X está a ser partilhado um vídeo de apenas 32 segundos em que várias meninas, com os rostos tapados por máscaras, descobrem brinquedos sexuais. O "tweet" indica que se trata de "um anúncio nojento na televisão holandesa a promover a pedofilia" sem fornecer mais detalhes. Confirma-se?

Um vídeo com apenas 32 segundos, que foi partilhado no dia 13 de março, tem gerado alguma incredulidade na rede social X, onde se afirma que este é um “anúncio nojento na televisão holandesa a promover a pedofilia” e que “aos poucos e poucos, acrescentam mais uma letra à lista LGBT+”.

As imagens mostram várias meninas, com máscaras a cobrir-lhes os rostos, a descobrirem brinquedos sexuais que se encontram dentro de uma caixa de cartão. No fim do vídeo, a seguinte mensagem escrita em neerlandês: “Uma imaginação inocente para estas meninas.”

Confirma-se que este anúncio pretende promover a pedofilia?

De facto, as imagens são autênticas, mas, além de estar cortado (o vídeo original conta com mais de um minuto e a mensagem está incompleta), o propósito é exatamente o contrário do que se aponta no tweet. 

O vídeo foi publicado na íntegra na conta de Facebook da “Tosti Creative”, uma agência criativa independente, no dia 3 de maio de 2017. No post explica-se que o “sexo não é brincadeira de crianças” e que aquela era a “nova campanha” de alerta na “semana contra a prostituição infantil” para a “Free a Girl“, uma organização holandesa dedicada à libertação de menores que são forçadas à prostituição.

A campanha pretende assim mostrar meninas que nunca tinham tido contacto com aquele tipo de objetos, e que por isso os manipulam sem saber o que são, e uma menina que é oferecida para sexo, dividindo as duas realidades com uma mensagem.

Na sequência da primeira parte do vídeo, em que as meninas estão a descobrir os brinquedos sexuais, lê-se “Imaginação inocente para estas meninas. Realidade horrível para outras” e seguem-se imagens de uma câmera de vídeo, num ambiente escuro, de uma menina com a boca amordaçada.

Além de ter sete anos, e por isso não ser atual, o anúncio procura alertar para a prostituição infantil e não “promover a pedofilia”, como se alega no tweet.

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Avaliação do Polígrafo:

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