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Este vídeo mostra bombardeamento da Rússia sobre depósito de gasolina na Ucrânia?

Ucrânia
Este artigo tem mais de um ano
O que está em causa?
Partilhado nas redes sociais desde o dia 4 de março, já com largos milhares de visualizações, o vídeo mostra um suposto bombardeamento por forças militares da Rússia sobre um depósito de gasolina na Ucrânia. Assim se descrevem as imagens da explosão. Na realidade, porém, foram captadas no porto de Beirute, Líbano, em 2020.

“A Rússia acabou de bombardear o depósito de gasolina da Ucrânia“, lê-se num post de 4 de março no Facebook que difunde o vídeo em causa. Tem sido partilhado em várias redes sociais e com descrições em diferentes línguas. Mas será que as imagens foram mesmo captadas durante a presente guerra na Ucrânia?

Não. Estas imagens foram registadas no dia 4 de agosto de 2020, junto ao porto de Beirute, Líbano, retratando a forte explosão ocorrida nessa data que provocou mais de 200 mortos, 6.500 feridos e 300 mil deslocados. Além de ter destruído grande parte da capital libanesa.

Essa explosão teve origem num carregamento de fertilizante de nitrato de amónio que estava armazenado no porto de Beirute desde há seis anos.

A Agência Lupa, plataforma brasileira de fact-checking, identificou a origem das imagens, apurando que o  vídeo em causa foi publicado no YouTube logo no dia seguinte (5 de agosto de 2020) à explosão em Beirute (pode ver aqui)

Em suma, não tem qualquer relação com a presente guerra na Ucrânia, nem com forças militares da Rússia, nem com depósitos de gasolina, nem sequer é recente. Está a servir como meio de desinformação, através de descrições falsas e imagens retiradas do devido contexto temporal e geográfico.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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