“Queria que o senhor Primeiro-Ministro me explicasse porque estamos a pagar um milhão de euros por dia para ter helicópteros de emergência hospitalar. O concurso foi feito com atraso, a empresa que fez o concurso não tem helicópteros prontos a usar e a Força Aérea é chamada para garantir o serviço, mas não tem meios”, afirmou esta quinta-feira Mariana Mortágua no debate do Estado da Nação.
Em causa o ajuste direto com a Gulf Med, a empresa maltesa que ganhou o concurso público para o transporte de emergência. Mas será verdade que terão o custo destacado pela deputada única do Bloco de Esquerda?
Não. De acordo com uma notícia do jornal “Público”, as três aeronaves que a companhia tem a operar para o INEM vão custar pouco mais de um milhão de euros, mas não é “por dia”, tal como a bloquista referiu, e sim por mês.
Na realidade, o custo diário de cada helicóptero é de 11.300 euros, o que corresponde a 1.017.000 euros por mês (30 dias). Importa sublinhar que, por agora, estão apenas a operar durante 12 horas por dia, em vez das 24 horas previstas no contrato.
De qualquer forma, trata-se de mais do dobro do valor que era pago à Avincis, a empresa que esteve a operar quatro aparelhos até final de Junho.
