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“Estado da Nação”. Luís Montenegro: “Mais de 5.000 professores entraram no sistema de ensino público pela primeira vez”

Política
O que está em causa?
No Parlamento, o Primeiro-Ministro afirmou que terão sido contratados “mais de 5.000 professores” para as escolas públicas. O número indicado tem fundamento?
© Agência Lusa

Apontando para o aumento substancial do número de residentes em Portugal, Luís Montenegro enumerou alguns dos feitos do seu Executivo que não terão sido suficientes para mitigar a “imigração descontrolada, desumanizada e sem preocupação de integração” que o Primeiro-Ministro atribuiu à governação do PS. Sobre o setor da Educação, Montenegro também associou a entrada de imigrantes no país à falta de profissionais de ensino.

No entanto, disse que o seu Governo foi capaz de atrair mais de cinco mil novos trabalhadores para a carreira de docente.

Confirma-se? Sim.

Fonte oficial do Governo referiu o Polígrafo para dados da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) que apontam para, unicamente no ano letivo de 2025/2026, um total de 5.535 novos professores.

Porém, tal como o Primeiro-Ministro lamentou, este esforço não foi suficiente para inverter  a tendência verificada em anos anteriores.

Em 2024, ano em que Montenegro chegou ao poder, o número de professores fixava-se nos 129.219, após ter atingido 130.116 no ano anterior, segundo informação disponibilizada pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) e o Ministério de Educação, Ciência e Inovação (MECI).

A razão pela qual não se verifica um aumento mais significativo consiste no número de docentes que entretanto se aposentaram. Em comunicado publicado em janeiro de 2026, o Governo informou que se reformaram 3.611 professores, número que pode ter sido superado pelo atual ano letivo, dadas as estimativas apresentadas pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, que apontou para cerca de 4.000 docentes fora da profissão.

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Avaliação do Polígrafo:

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