"A tia da minha amiga, a enfermeira que morreu horas depois de receber a vacina contra a Covid-19, é de Alabama (Deus dê descanso à sua alma). Não vou dizer o nome dela a ninguém sem permissão da minha amiga. A minha amiga não falou mais comigo desde ontem à noite. Estou algo preocupado, mas a dar-lhe algum espaço. É uma coisa pesada para processar", alega-se na mensagem em causa (traduzida a partir do original em língua inglesa) que se tornou viral nos EUA - através de múltiplas partilhas nas redes sociais - e entretanto já chegou a vários outros países, nomeadamente Portugal.

É uma história falsa, tal como já sinalizou a Snopes, plataforma norte-americana de verificação de factos, em artigo de 19 de dezembro.

Não há qualquer registo de mortes relacionadas com a vacina da Covid-19 nos EUA, até ao momento.

Aliás, esta fake news tornou-se de tal modo viral que levou o Departamento de Saúde Pública de Alabama (ADPH) a emitir um comunicado, no dia 16 de dezembro, desmentindo a suposta morte de uma enfermeira naquele Estado norte-americano.

"Múltiplos posts falsos no Facebook reportam a morte no Alabama de uma pessoa tomou a vacina da Covid-19 no dia 15 de dezembro. Esses posts não são verdadeiros, não morreu nenhuma pessoa no Alabama que tenha tomado a vacina da Covid-19", sublinhou o ADPH no comunicado.

"O ADPH contactou todos os hospitais no Estado que administraram a vacina Covid-19 e confirmou que não houve mortes de pessoas que tomaram a vacina. Os hospitais no Alabama continuam a trabalhar diligentemente para proteger a saúde e o bem-estar dos profissionais de saúde na linha da frente do combate contra este vírus mortífero. Todos os procedimentos de segurança e de monitorização pós-vacinação estão a ser respeitados para assegurar a saúde e o bem-estar das pessoas que tomam a vacina no Alabama", informou a mesma entidade.

De resto, alertou para a intensa circulação de "rumores e desinformação" relacionados com a pandemia, apelando a que as pessoas não ajudem a difundir falsidades e recomendando nesse sentido: "Encontrem fontes confiáveis de informação; partilhem informação de fontes confiáveis; desincentivem outros de partilharem informação de fontes não credíveis ou não verificadas".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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