De acordo com uma nota de informação estatística do Banco de Portugal (BdP), emitida no dia 19 de novembro e apresentando novos dados referentes a setembro de 2020, confirma-se que esse foi o terceiro mês consecutivo de aumento do endividamento da economia portuguesa. O rácio do endividamento do setor não financeiro subiu para 359,3% do PIB, valor muito próximo do que tem sido destacado nas redes sociais.

"Em setembro de 2020, o endividamento do setor não financeiro situou-se em 738,0 mil milhões de euros, dos quais 335,3 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 402,7 mil milhões de euros ao setor privado. Relativamente a agosto de 2020, o endividamento do setor não financeiro aumentou 1,5 mil milhões de euros. Este aumento deveu-se ao acréscimo de 0,9 mil milhões de euros do endividamento do setor público e de 0,6 mil milhões de euros do endividamento do setor privado", informou o BdP no referido documento.

De resto, "o incremento do endividamento do setor público refletiu-se, sobretudo, no crescimento do endividamento face às próprias administrações públicas (0,9 mil milhões de euros) e face ao setor financeiro (0,9 mil milhões de euros). Estes aumentos foram parcialmente compensados pela redução do endividamento face ao exterior (1,0 mil milhões de euros)". Por seu lado, "o crescimento do endividamento do setor privado resultou do acréscimo do endividamento dos particulares perante o setor financeiro, em 0,3 mil milhões de euros, e das empresas face ao exterior, igualmente em 0,3 mil milhões de euros".

Confirma-se assim a veracidade da alegação nas publicações em causa. O rácio do endividamento do setor não financeiro - famílias, empresas e Estado - subiu para 359,3% do PIB em setembro de 2020, de acordo com os mais recentes dados do BdP.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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