“Hoje, encher um depósito de gasóleo fica 30 euros mais caro do que há um ano. No caso da gasolina são mais 20 euros. Para boa parte do país, os transportes públicos não são opção. Onde são, andam quase sempre lotados. Investimento público consistente em transportes é miragem. Consistentes só os lucros das petrolíferas”, escreveu Catarina Martins, antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, nas redes sociais. Tem razão?
Sim. A eurodeputada baseou-se nos dados disponibilizados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) sobre o preço médio dos combustíveis em Portugal continental.
Considerando a diferença entre os preços registados a 21 de setembro de 2026, data da publicação, e os valores do período homólogo do ano anterior, os aumentos aproximam-se dos valores referidos.
Entre as datas indicadas, houve uma subida de 65,1 cêntimos por litro no caso do gasóleo (de 1,559 para 2,21 euros por litro) e de 40 cêntimos por litro na gasolina simples (de 1,707 para 2,107 euros por litro). Feitas as contas, um depósito de 50 litros — valor tipicamente utilizado como referência para um depósito cheio — fica 32,55 euros mais caro no caso do gasóleo, enquanto o mesmo abastecimento de gasolina custa mais 20 euros.
Os dados mais recentes disponíveis à data da redação deste artigo permitem igualmente confirmar uma subida dos preços dos combustíveis na ordem à indicada por Catarina Martins.
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Avaliação do Polígrafo:



