"Os passeios da rua do Vigário são minúsculos, alvo de chacota internacional. A EMEL [Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa] decidiu reduzir a área de acesso condicionado e parece estar a colocar equipamento na Rua do Vigário, na sua parte mais estreita que faz com que a passagem de peões passe de difícil para impossível", denuncia-se num post de 4 de setembro no Facebook, com origem num grupo dedicado aos problemas de mobilidade na cidade de Lisboa.

"Queixei-me à Polícia e à Câmara e disseram-me que devo queixar-me à EMEL. Sinto-me como se me tivesse queixado à Polícia e dissessem para ir-me queixar ao ladrão", sublinha depois o autor da denúncia, indagando no final do texto: "Quem tem competências e autoridade para gerir a qualidade do espaço público?"

Nas imagens parece ver-se um amontoado de tubos e cabos num passeio muito estreito que obriga assim as pessoas a contornarem o obstáculo pela estrada, onde circulam automóveis. De acordo com a informação disponível no post em causa, a situação verifica-se na freguesia de Santa Maria Maior.

Em resposta ao Polígrafo, fonte oficial da EMEL explica que "a infraestrutura alvo da publicação" consiste num "totem, equipamento que faz parte do sistema de acesso condicionado aos bairros históricos" de Lisboa.

Mais concretamente, é um dispositivo similar ao que existe nos parques de estacionamento de entrada controlada, onde os veículos que possuem o dístico de acesso a essas zonas deverão apresentar o respetivo identificador da "Via Verde" ou o "Cartão Lisboa Viva", que se encontram associados ao sistema.

Segundo a EMEL, em causa está um equipamento que foi "deslocalizado do local original, da rua dos Remédios para a rua do Vigário", por "motivo de necessidade temporária de condicionamento e desvios de trânsito no âmbito do Plano Geral de Drenagem de Lisboa".

"Posteriormente, por solicitação da Câmara Municipal de Lisboa, a EMEL voltou a reposicionar equipamento no local original, encontrando-se neste momento a situação ultrapassada e os pavimentos devidamente repostos", assegura.

© Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

A Junta de Freguesia de Santa Maria Maior também confirmou ao Polígrafo - através do envio de duas fotografias captadas "no local" a 30 de novembro - que a situação já se encontra regularizada.

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