Esta quinta-feira, 24 de julho, o Governo anunciou, depois de uma reunião do Conselho de Ministros, que o novo governador do Banco de Portugal (BdP) será Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia e do Trabalho do Governo de Pedro Passos Coelho entre 2011 e 2013 e economista-chefe da OCDE.
Nos dias que antecederam o anúncio, muito se especulou acerca da possível recondução de Mário Centeno, cujo mandato de cinco anos começara a 20 de julho de 2020. No X, um utilizador dizia na véspera do anúncio que “em 25 anos”, Mário Centeno poderia vir a ser “o primeiro governador do BdP não reconduzido”.
Será verdade?
O mandato de governador do Banco de Portugal tem uma duração prevista de cinco anos. Quando é renovado – e só o pode ser uma vez – é estendido por um período igual. No máximo, portanto, o governador manter-se-á no cargo por 10 anos.
O antecessor de Mário Centeno à frente do BdP foi Carlos Costa, que exerceu o cargo de governador entre junho de 2010 e 2020 – dois mandatos.
O mesmo aconteceu com Vítor Constâncio, o governador anterior, que ocupara o cargo entre 2000 e 2010 (e já tinha sido governador entre 1985 e 1986). Constâncio tinha sucedido a António de Sousa, governador entre junho de 1994 e fevereiro de 2000.
Assim sendo, desde 2000, quando Vítor Constâncio se tornou governador do BdP, todos os que exerceram este cargo viram o seu mandato renovado. É, portanto, verdade que Centeno é o primeiro governador nos últimos 25 anos a não ser reconduzido no cargo.
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